Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Justiça libera ex-fiscal suspeito de liderar fraude de R$1 bi em ICMS em SP

Justiça concede liberdade a ex-fiscal Artur Gomes da Silva Neto, apontado como articulador central de esquema de ICMS; ele cumprirá tornozeleira eletrônica e medidas cautelares

O fiscal Artur Gomes da Silva Neto e a carta supostamente escrita por ele e que foi anexada ao pedido de prisão preventiva do Ministério Público de SP (MP-SP). — Foto: Montagem/g1/Reprodução/TV Globo
0:00
Carregando...
0:00
  • A Justiça de São Paulo soltou o ex-auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto, preso desde agosto de 2025, acusado de liderar esquema que fraudava créditos de ICMS e movimentou mais de R$ 1 bilhão.
  • A prisão preventiva foi substituída por medidas cautelares; Artur deverá usar tornozeleira eletrônica e cumprir recolhimento noturno, nos fins de semana, além de manter suspensão do cargo e evitar contato com demais investigados.
  • O juiz Thiago Baldani Gomes de Filippo destacou isonomia processual e afirmou que não há diferenças substanciais entre as condutas do réu e de outros corréus, que também enfrentam acusações de corrupção.
  • Artur precisa entregar o passaporte em até 24 horas, não pode deixar a comarca sem autorização e ficará sob fiscalização quinzenal da Polícia Penal.
  • A defesa afirmou que a decisão permite que Artur responda ao processo em liberdade, acompanhando os atos processuais dentro dos limites da lei.

O juiz da 1ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital revogou a prisão preventiva do ex-auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto, um dos réus da Operação Ícaro. Ele continuará no regime de medidas cautelares, com o uso de tornozeleira eletrônica.

Artur Neto estava detido desde agosto de 2025, sob acusação de liderar um esquema que aprovaria fraudulentamente créditos de ICMS na Secretaria da Fazenda de São Paulo. O Ministério Público havia apontado o ex-fiscal como articulador central da organização criminosa, que movimentou mais de R$ 1 bilhão. A decisão considerou que a prisão de réu primário não se justificava.

Com o decreto, o magistrado determinou medidas cautelares que passam pela suspensão do exercício da função pública do ex-fiscal, proibição de acesso à Sefaz e a repartições fazendárias, além de restrições de contato com investigados. Artur também ficará recolhido em domicílio noturno, nos fins de semana, devendo entregar o passaporte e usar a tornozeleira eletrônica.

Entre as regras, constam ainda a proibição de deixar a comarca sem autorização judicial, visitas quinzenais de fiscalização pela Polícia Penal e a necessidade de manter a comunicação regular com a Justiça. O descumprimento pode levar à revogação da liberdade e à decretação de nova prisão.

A defesa informou que Artur cumprirá as determinações e permanecerá à disposição da Justiça. O advogado destacou o tempo de custódia cautelar e a atuação técnica do réu no curso do processo, sem emitir julgamentos sobre o mérito. Artur Neto e familiares já haviam sido denunciados por crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no mesmo caso.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais