- Lula afirmou a ministros que não tem problemas com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e que o advogado-geral da União, Jorge Messias, ainda será ministro do STF.
- Ele mencionou que o envio do nome de Messias ao Congresso ainda depende do timing adequado.
- Lula gesticulou dizendo que Messias continuará no STF, repetindo a afirmação de que o nome será reenviado para análise no Congresso.
- Aliados do governo avaliam que é preciso uma conversa entre Lula e Alcolumbre para aparar arestas, com apoio de ministros para distensionar a relação com o Senado.
- A Secretaria de Relações Institucionais e a Secom trabalham para reduzir ruídos nas negociações e divulgar, em cada estado, uma campanha de balanço com obras e projetos do governo.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou a ministros, durante reunião no Palácio do Planalto, que não mantém atritos com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Ele afirmou ainda que o advogado-geral da União, Jorge Messias, deverá ser ministro do STF em um momento oportuno. As informações são de auxiliares presentes ao encontro.
Segundo relatos, Lula citou Alcolumbre de forma breve, reiterando que não há problemas entre eles. A fala ocorreu em parte da reunião, que não foi transmitida à imprensa, e o presidente não se alongou no tema.
Ainda conforme o relatos, o chefe da AGU recebeu a confirmação de Lula de que Messias continuará em posição que o leve ao STF. O presidente já anunciou que irá reenviar o nome ao Congresso, mas o timing ainda está sendo avaliado pelos aliados.
Articulação e timing
Fontes próximas ao Planalto dizem que há esforço para alinhar a estratégia entre Executivo e Senado. A ideia é evitar ruídos na tramitação e planejar um encontro entre Lula e Alcolumbre para encerrar possíveis arestas.
Participantes destacam que auxiliares da área de Relações Institucionais trabalham para reduzir tensões entre as estrelas da articulação política. Em paralelo, a Secretaria de Comunicação prepara campanha de balanço com ações estaduais.
Além disso, ministros que assumiram seus cargos em abril, após mudanças na Esplanada, devem manter lealdade ao presidente. A orientação, segundo relatos, visa fortalecer a coesão interna e o apoio às propostas do governo.
Essa foi a segunda reunião ministerial de 2026. A primeira ocorreu em 31 de março, ocasião em que houve ampliação de mudanças em várias pastas, com titulares que disputam as eleições.
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