- Lula realiza reunião ministerial no Palácio do Planalto às 10h desta quarta, a primeira desde a reforma ministerial de março, para orientar a equipe antes da campanha de 2026.
- Os EUA anunciaram tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras, com exceções para itens estratégicos; Planalto afirmou indignação e vinculou a medida à atuação da família Bolsonaro.
- A investigação do Escritório de Comércio dos EUA apontou práticas que oneram o comércio brasileiro, incluindo temas como Pix, desmatamento e leis anticorrupção, refletindo na proposta de tarifas.
- Flávio Bolsonaro enviou carta ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, pedindo que o governo poupasse o Brasil de novas tarifas, e informou que pediu a Trump para não taxar empresas brasileiras.
- Lula citou a reunião entre Trump e o senador e disse aguardar telefonema do republicano para resolver o impasse; Flávio Bolsonaro informou que vai ao STF após as declarações do presidente.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reúne-se nesta quarta-feira (3) com a equipe ministerial no Palácio do Planalto. O encontro, marcado para as 10h, ocorre após os Estados Unidos anunciarem uma nova proposta de tarifas a produtos brasileiros e classificarem facções criminosas brasileiras como terroristas. A pauta oficial não foi divulgada, mas o governo afirma manter postura firme frente às medidas.
Segundo apuração da CNN, a reunião, a primeira desde a reforma ministerial de março, visa orientar a gestão pública antes do início formal da campanha eleitoral para 2026. O objetivo é alinhar estratégias da atual gestão diante de um cenário de desdobramentos diplomáticos e comerciais.
Contexto internacional
Na noite de segunda (1º), o governo americano concluiu uma investigação que aponta práticas comerciais brasileiras consideradas desleais. O Escritório de Comércio dos EUA propôs tarifas de 25% sobre várias importações do Brasil, com exceções para itens estratégicos como carne, café e aeronaves. A ideia é pressionar o governo brasileiro a revisar políticas econômicas.
Reação do Planalto
Em nota, o Planalto manifestou indignação com a proposta de tarifas, associando as medidas à atuação da família Bolsonaro no exterior. O documento relaciona o risco de sanções a encontros entre a família e representantes dos EUA, destacando a visita de Flávio Bolsonaro a Washington como evidência de influência externa.
Desdobramentos políticos
O governo atribui a investigação norte-americana a pressões políticas da família Bolsonaro. Em agenda pública, Lula elevou o tom ao criticar medidas dos EUA durante atividades em Catalão (GO), ao defender autonomamente decisões nacionais e citar acordos comerciais em análise.
Interação de Flávio Bolsonaro com Trump
Flávio Bolsonaro afirmou, em entrevista, ter pedido aos EUA para não taxarem empresas brasileiras durante encontro com o presidente Donald Trump. O congressista também enviou carta ao secretário de Estado americano, solicitando que o Brasil seja poupado da nova tarifa.
Carta ao governo americano
Na carta, Flávio Bolsonaro descreve a situação econômica brasileira como grave e argumenta que sanções poderiam afetar a população. O documento também sinaliza disponibilidade para future negociação de comércio e investimentos entre Brasil e EUA, caso haja mudança de postura.
Entre na conversa da comunidade