- O senador Rogério Marinho propôs apensar a PEC do fim da 6×1 à proposta alternativa da oposição, apresentada anteriormente no Senado.
- Ele afirmou que a discussão deve seguir a matéria mais antiga e que o relator, sob a orientação do regimento, entregará a relatoria a alguém capaz de conduzir o processo; Otto Alencar é o presidente da CCJ.
- Marinho disse que, se a PEC for mantida como passou pela Câmara, haverá impactos negativos para a economia; a oposição sustenta uma alternativa que preserva direitos constitucionais.
- O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, vai promover uma reunião na próxima semana com lideranças para definir o cronograma e o formato de debate sobre a tramitação, sem pressa.
- O senador afirmou que o fim da 6×1 elevaria custos aos consumidores e que o governo é responsável por buscar eleições, enquanto o empresariado defende tempo para analisar a proposta.
O senador Rogério Marinho propôs neste quarta-feira que a PEC do fim da 6×1 seja apensada à proposta alternativa apresentada pela oposição. Em entrevista à CNN, ele sugeriu que o Senado utilize a matéria mais antiga como base para a discussão.
A manobra oposicionista envolveu protocolar um texto na Casa Alta antes da PEC da Câmara, e Marinho afirmou que caberá ao relator definir o caminho. Ele espera que o presidente da CCJ, Otto Alencar, siga o regimento e atribua a relatoria a alguém capaz de dar andamento ao processo.
Marinho, coordenador político da campanha de Flávio Bolsonaro, defendeu que a versão da oposição preserva direitos constitucionais e evita impactos econômicos adversos que, na avaliação dele, ocorreriam se a Câmara for mantida como está. Afirmou ainda que o governo não avaliaria corretamente as consequências.
Tramitação e próximos passos
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, anunciou reunião para a próxima semana com lideranças partidárias, para definir o cronograma e o formato de debate. A ideia é não haver pressa na tramitação da PEC, segundo o próprio Alcolumbre.
Alcolumbre já enviou ao colegiado uma PEC alternativa protocolada pela oposição, mas ainda não houve encaminhamento formal ao texto enviado pelos deputados. A discussão envolve também o tratamento das jornadas de trabalho, com diferentes modelos de acordo entre empregado e empregador.
Marinho afirmou que a versão defendida pela oposição pode evitar aumento de custos para o consumidor, ao contrário do que ele atribui à PEC aprovada pela Câmara. Ele afirmou que a proposta oposicionista permite manter garantidos direitos constitucionais sem amarrar o trabalhador.
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