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MP pede condenação de 7 policiais por extorsão a delator do PCC e multa de R$ 440

Promotores pedem condenação de sete policiais civis e outros quatro acusados na Tacitus, com indenização de até 440 milhões de reais

MP pede condenação de 7 policiais por extorsão a Gritzbach, o ‘delator do PCC’, e multa de R$ 440 mi
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  • Promotores do Ministério Público de São Paulo pedem a condenação de sete policiais civis e de mais quatro acusados na Operação Tacitus, por lavagem de dinheiro, extorsão e outras acusações ligadas ao PCC.
  • Antônio Vinícius Lopes Gritzbach, delator do PCC, foi assassinado em 8 de novembro de 2024, no Terminal 2 do Aeroporto de Guarulhos; ele havia firmado delação premiada detalhando esquema da facção.
  • A Tacitus foi deflagrada pela Polícia Federal e pelo Gaeco em dezembro de 2024 para desarticular braço financeiro do PCC; 16 policiais militares são investigados pela escolta do delator e pelo fuzilamento.
  • MP também pediu indenização mínima de 40 milhões de reais por acusado, totalizando 440 milhões de reais, por danos materiais, morais coletivos e sociais.
  • A relação de acusados envolve operadores financeiros, investigadores e delegados da Polícia Civil, empresários e outros, com acusações de organização criminosa, lavagem de dinheiro, peculato, corrupção e tráfico de drogas; há uma absolvição solicitada para um delegado específico.

O Ministério Público de São Paulo pediu a condenação de sete policiais civis e mais quatro réus na Operação Tacitus, investigação sobre lavagem de dinheiro e extorsão ligada ao PCC. O delator Antônio Vinícius Lopes Gritzbach foi assassinado em novembro de 2024 no Terminal 2 do Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, em meio a um ataque a tiros na área externa.

Segundo o MP, o conjunto de acusações envolve organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção passiva, peculato, agiotagem e tráfico de drogas. A Promotoria também requer indenização de ao menos R$ 40 milhões por acusado, totalizando R$ 440 milhões. A peça acusatória descreve danos sociais e a continuidade da atuação do PCC por meio da rede de suporte policial.

Quem está no radar do Ministério Público

  • Ademir Pereira de Andrade, operador financeiro do PCC; acusações: organização criminosa, agiotagem, lavagem de dinheiro.
  • Ahmed Hassan Saleh, advogado ligado à cúpula; acusações: organização criminosa, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas.
  • Eduardo Lopes Monteiro, investigador da Polícia Civil; acusações: organização criminosa, corrupção passiva, peculato, lavagem de dinheiro.
  • Fabio Baena Martin, delegado; acusações: organização criminosa, peculato, corrupção passiva.
  • Marcelo Marques de Souza, o “Bombom”, investigador; acusações: organização criminosa, lavagem de dinheiro.
  • Marcelo Roberto Ruggieri, o “Xará”, investigador; acusações: organização criminosa, lavagem de dinheiro.
  • Robinson Granger de Moura, o “Molly”, empresário; acusações: organização criminosa, lavagem de dinheiro.
  • Rogério de Almeida Felicio, investigador; acusações: organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro.
  • Danielle Bezerra dos Santos, esposa de Felicio; acusações: organização criminosa, lavagem de dinheiro.
  • Valdenir Paulo de Almeida, o “Xixo”, agente; acusações: organização criminosa, corrupção passiva.
  • Valmir Pinheiro, o “Bolsonaro”, agente; acusações: organização criminosa.

O único pedido de absolvição integral foi para o delegado Alberto Pereira Matheus Júnior. A promotoria sustenta que a conduta dos acusados demonstra a extensão da atuação criminosa e o impacto institucional. A defesa dos citados foi acionada para manifestação.

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