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Nova delação de Vorcaro depende de aval da PF após rejeição inicial

Nova delação de Vorcaro depende de aval conjunto da PF e da PGR; nova versão traz nomes inéditos após rejeição da primeira por inconsistência

1 de 1 daniel-vorcaro-e-retirado-do-helicoptero-na-superintendencia-da-pf-no-distrito-federal-pf-metropoles-4 - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
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  • Nova delação de Daniel Vorcaro depende de aprovação conjunto da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da Republica para ser aceita pela Justiça.
  • A primeira versão foi rejeitada pela PF por ser considerada fraca e inconsistente, com omissão de episódios graves.
  • A nova proposta, apresentada nesta semana, traz nomes de novos envolvidos não citados na versão anterior.
  • Segundo as autoridades, o delator precisará admitir os crimes cometidos e apresentar provas substanciais para sustentar as declarações.
  • Vorcaro foi preso em 4 de março na terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga venda de carteiras de créditos fraudulentas ao Banco de Brasília (BRB).

A segunda proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, ainda precisa do aval da Polícia Federal para avançar à Justiça. A primeira versão foi rejeitada pela PF por considerá-la inconsistente. As negociações seguem sob análise conjunta da PF e da PGR.

A defesa do banqueiro, agora sob liderança do criminalista Sérgio Leonardo, entregou o novo material durante reunião com PF e PGR na segunda-feira, dia 1º de junho. O documento traz nomes de novos envolvidos que não aparecem na versão anterior.

Rejeição da primeira proposta

A primeira delação — coordenada pelo advogado Juca Oliveira Lima — foi recusada por apresentar omissões relevantes, incluindo a menção a uma suposta mesada para o senador Ciro Nogueira. Autoridades entenderam que Vorcaro não comprovou boa-fé e não apresentou provas suficientes.

Como segundo material, a defesa afirma que o novo texto reúne evidências que podem sustentar as declarações. A delação depende da verificação de provas substanciais, como documentos e gravações, conforme exigido pela lei.

Contexto e desdobramentos

Vorcaro foi preso em 4 de março durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, que apura venda de carteiras de créditos fraudulentas ao BRB. A investigação envolve supostas irregularidades ligadas ao Banco Master e a atuação de terceiros no esquema.

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