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Novos desdobramentos nas investigações sobre Bacellar e o CV no Rio

Ministro autoriza depor de Rodrigo Bacellar, ampliando apuração sobre vazamento sigiloso da operação que mirava TH Joias e o Comando Vermelho

Ex-presidente da Alerj vai depor em investigação sobre vazamento de informações sobre operação que mirava o Comando Vermelho (Thiago Lontra/Alerj/Divulgação)
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  • O ministro Alexandre de Moraes autorizou que Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj, preste depoimento na Procuradoria da República no Rio de Janeiro no âmbito de apuração sobre vazamento de informações da Operação Zargun.
  • A operação mirava o ex-deputado TH Joias e o grupo Comando Vermelho, e envolve agentes da Polícia Federal no vazamento das informações sigilosas.
  • Bacellar está preso desde o fim de março no Complexo de Bangu, na Zona Oeste do Rio, sob suspeita de ter informado a TH Joias sobre a ordem de prisão.
  • O desembargador Macário Júdice também é alvo do caso, porém a PF aponta que o vazamento teria partido de policiais federais, não do magistrado.
  • A Procuradoria ressalta que a oitiva de Bacellar pode ajudar a identificar a origem do vazamento primário e possíveis agentes federais envolvidos.

O ministro Alexandre de Moraes autorizou o depoimento de Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj, na Procuradoria da República no Rio de Janeiro. A oitiva faz parte de um procedimento que apura o vazamento de informações sigilosas da Operação Zargun, que mirava o ex-deputado TH Joias e negócios do Comando Vermelho, supostamente por agentes da Polícia Federal.

Bacellar está preso desde o fim de março em Bangu 8, na Zona Oeste do Rio. Ele é suspeito de ter avisado TH Joias sobre o mandado de prisão. Outro alvo do caso é o desembargador Macário Júdice, apontado pela PF como responsável pelo vazamento ao então chefe da Alerj.

Ampliação do foco da investigação

A Procuradoria Fluminense trabalha com uma linha que pode indicar que policiais federais teriam sido autores dos vazamentos, e não o desembargador, que permanece preso. A oitiva de Bacellar busca esclarecer a origem da quebra de sigilo e apontar eventuais envolvidos.

O Ministério Público Federal pretende identificar o chamado vazamento primário, isto é, a origem da quebra dentro da própria estrutura policial. O objetivo é esclarecer a dinâmica dos fatos e colaborar na identificação de possíveis agentes federais envolvidos.

A apuração pode alterar o rumo das investigações, ao ampliar o escopo para possíveis violações de sigilo e obstrução de justiça. As provas contra Macário Júdice não teriam sido conclusivas até o momento.

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