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Padilha reage a decisão do Senado e afirma aborto legal para vítimas de estupro

Senado derruba resolução do Conanda e abre caminho para aborto legal em casos de estupro; Padilha afirma que a lei e o SUS serão cumpridos

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT)
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  • Senado derrubou a resolução do Conanda que estabelecia diretrizes para aborto legal em casos de violência sexual envolvendo crianças e adolescentes.
  • O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a lei ampara mulheres vítimas de estupro e que o SUS vai cumprir a legislação.
  • A votação no Senado foi simbólica, durou 1 minuto e 40 segundos, sem registro de votos individualizados, e o projeto segue para promulgação.
  • O aborto é permitido no país em três situações: estupro, risco de vida para a gestante e feto anencéfalo, sem limite de semanas de gestação.
  • O texto de 2024 do Conanda, com 37 artigos, previa atendimento integrado entre saúde, assistência social, segurança pública e Justiça, além de ampliar proteção a grupos específicos.

Um dia após o Senado derrubar a resolução do Conanda que orientava casos de aborto legal em vítimas de violência sexual, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a legislação vigente ampara mulheres vítimas de estupro e que o sistema público de saúde deve cumprir a lei.

Padilha reforçou que as regras do SUS já estão detalhadas quanto ao atendimento, e que a atuação da pasta continuará seguindo o marco legal existente. A declaração ocorre na esteira da decisão do Senado, que derrubou a resolução em votação simbólica de 1 minuto e 40 segundos.

A votação foi feita de forma rápida, sem registro nominal dos votos, e o projeto segue para promulgação pelo Congresso Nacional. O aborto é permitido no Brasil em três situações: estupro, risco de vida da gestante e feto anencéfalo, sem limite de semanas.

A questão envolve o fluxo de atendimento a crianças e adolescentes, tema central da norma do Conanda, que reúne 37 artigos. A proposta previa integração entre saúde, assistência social, segurança pública e Justiça, com proteção especial a povos indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência.

Entre os pontos de conflito, constava a garantia de acesso imediato ao aborto em casos de estupro, sem atrasos ou exigências indevidas. A relatora Damares Alves afirmou que uma diretriz violava a família ao exigir que profissionais de saúde ouviam a criança antes de acionar o Ministério Público ou o Conselho Tutelar.

Desdobramentos

O Ministério da Saúde afirmou que continuará cumprindo a lei e que o SUS, responsável pela execução do aborto legal, deve atuar dentro do marco vigente. O tema segue em debate público, com atuação de diferentes setores do governo e da sociedade civil.

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