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Polícia Civil nomeia nova titular após afastamento de delegado investigado

Delegada Emília Ferraz assume a DCCPAT após prisão de Braz Morroni; apuração aponta desvio de entorpecentes por agentes, com possibilidade de demissão.

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  • A Polícia Civil da Paraíba nomeou a delegada Emília Ferraz como nova titular da Delegacia de Crimes contra o Patrimônio (DCCPAT) nesta quarta-feira, 3.
  • Ela assume o cargo após a prisão do delegado Braz Morroni, ocorrida na terça-feira, 2, junto com o afastamento de mais dois agentes.
  • A investigação aponta um esquema de desvio de drogas apreendidas para abastecer o tráfico, com abordagens que registravam quantidades menores que as reais.
  • As drogas desviadas eram repassadas a outros traficantes, com os lucros divididos entre os investigadores e parte do dinheiro supostamente entregue ao delegado.
  • Morroni e os demais investigados estão afastados e responderão a processo administrativo disciplinar, que pode levar à demissão.

A Polícia Civil da Paraíba nomeou, nesta quarta-feira (3), a delegada Emília Ferraz como nova titular da Delegacia de Crimes contra o Patrimônio (DCCPAT). A mudança ocorre após a prisão do delegado Braz Morroni, na terça-feira (2). A nomeação visa retomar as operações da unidade.

Ferraz assume diante do afastamento de Morroni e de dois agentes investigados por suposto envolvimento em esquema de desvio de drogas apreendidas em ações policiais. A delegacia passa a comandar as investigações sob nova gestão para apurar as irregularidades.

Segundo apuração inicial, um traficante ligado ao grupo apontava locais de armazenamento ou transporte de entorpecentes. Os policiais realizavam abordagens, desviavam parte da droga apreendida e registravam quantidades menores do que as efetivamente recolhidas.

As drogas desviadas eram repassadas a outros traficantes para distribuição. Os lucros eram rateados entre os investigadores, com parte destinada ao delegado para manter a conivência com a prática. Morroni receberia os repasses em dinheiro vivo, conforme apuração.

Afastamentos de Morroni e dos dois agentes já foram anunciados. Eles responderão a um processo administrativo disciplinar, com possibilidade de demissão caso sejam comprovadas as irregularidades. A investigação continua em andamento.

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