Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Senado derruba norma do Conanda; Damares reage: Vamos pegar todos os abusadores

Senado derruba norma do Conanda sobre atendimento a vítimas de violência sexual, tema que mobiliza defesa da família e altera protocolo de acolhimento

"É uma vitória da família, vitória dos pais. A autonomia e o poder familiar estão garantidos", disse Damares - (crédito: Reprodução/Redes sociais)
0:00
Carregando...
0:00
  • Senado derrubou, por meio de projeto de decreto legislativo, a resolução do Conanda sobre o atendimento a crianças e adolescentes vítimas de violência sexual; o texto segue para promulgação.
  • A decisão foi tomada de forma simbólica, sem registro nominal, em extrapauta; a autoria é da deputada Chris Tonietto e já havia sido aprovada pela Câmara no fim de 2025.
  • Damares Alves afirmou que a decisão é vitória da família e dos pais, afirmando que a resolução tinha falhas a corrigir.
  • Um ponto contestado era a possibilidade de aborto legal sem boletim de ocorrência; o texto derrubado previa essa possibilidade em alguns casos, o que gerou críticas e debates sobre proteção familiar.
  • A revogação não altera as regras existentes do aborto legal no país, mantidas pelo Código Penal e pelo entendimento do Supremo Tribunal Federal; a resolução do Conanda também previa medidas de prevenção e denúncia de violência sexual.

O Senado derrubou uma resolução do Conanda que orientava o atendimento a crianças e adolescentes vítimas de violência sexual. A derrubada ocorreu na noite de ontem (2/6) por meio de um Projeto de Decreto Legislativo de origem na Câmara. A votação foi simbólica, sem registro nominal, após o texto ser incluído extrapauta, e segue para promulgação.

A proposta é de autoria da deputada Chris Tonietto (PL-RJ). Defensores da medida afirmam que a mudança fortalece a proteção familiar, enquanto críticos alertam para riscos ao acesso a direitos já garantidos em lei. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) destacou que a decisão corrige falhas da norma anterior.

Damares ressaltou que a resolução permitia que a interrupção legal da gravidez ocorresse sem boletim de ocorrência ou autorização judicial quando houvesse suspeita de violência no ambiente familiar. Ela afirmou ainda que, na prática, a norma poderia expor a vítima a novos abusos ou a conviver ao lado do aggressor.

A derrubada foi construída com participação reduzida do plenário, segundo a parlamentar, que descreveu o processo como sem grandes embates. A expectativa é de que o PDL seja promulgado, mantendo o status quo previsto pela legislação existente no país.

A nova leitura sobre o tema não altera, porém, as regras de aborto existentes na legislação. O Código Penal segue autorizando a interrupção da gravidez em casos de estupro ou risco de vida, e o STF mantém a permissão em situações de anencefalia fetal.

Parlamentares favoráveis à sustação argumentam que a participação da família deve ser assegurada nos processos de proteção, salvo se os próprios responsáveis forem suspeitos de violência. Além disso, a resolução previa medidas de prevenção à violência sexual, com ações de informação, identificação de abusos e estímulo à denúncia.

A reportagem buscou contato com o Conanda para comentários, mas o espaço permanece indisponível para informações adicionais.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais