- Simone Tebet deixou o Ministério do Planejamento e Orçamento, mudou-se de Brasília para São Paulo e trocou o MDB pelo PSB, para disputar o Senado por São Paulo em uma frente ampla.
- Ela afirma que a candidatura é para representar o centro democrático e que a estratégia é lançar apenas dois pré-candidatos ao Senado em estados, fortalecendo a base de apoio ao governo Lula.
- Tebet defende reformas no Judiciário (fim da vitaliciedade para ministros e mandato de doze anos) e disse que, se houver com provas, é possível abrir processo de impeachment contra ministros do Supremo, desde que haja devido processo legal.
- Sobre Lula, diz que não faz diferença se o adversário da reeleição for Flávio Bolsonaro ou Michelle Bolsonaro, criticando a “família Bolsonaro” e sinalizando que o país precisa de comunicação eficaz das ações do governo.
- A parlamentar mantém posição de apoio ao setor produtivo e afirma que o agronegócio não é inimigo da agenda ambiental; critica a rápida implementação da escala 6×1 e defende medidas para manter empregos e ampliar produtividade, com foco em reformas tributárias e de gastos.
Simone Tebet afirma que não abre mão da candidatura ao Senado por São Paulo, defendendo uma frente ampla para apoiar um governo de centro. Ela deixou o MDB, ocupou o ministério do Planejamento sob Lula e passou a representar o PSB, anunciando a aliança com Haddad para o governo paulista.
A ex-ministra diz que o objetivo é fortalecer o centro democrático e que a frente pode ter apenas dois pré-candidatos ao Senado em São Paulo. Ela cita a necessidade de ampliar a base de apoio ao governo Lula e sinaliza que trabalha para consolidar o apoio ao petista em nível nacional.
Tebet responde a perguntas sobre o cenário político. Diz que a eleição presidencial dependerá da comunicação do governo sobre realizações, e não se prende a adversários específicos de Lula, citando possíveis nomes como Flávio Bolsonaro ou Michelle Bolsonaro apenas como hipóteses.
Sobre o Judiciário, a parlamentar defende abrir impeachment apenas se houver comprovação sólida de irregularidades, e critica tentativas de enfraquecer o STF. Propõe reformas para o Judiciário, como fim da vitaliciedade de ministros e mandato de 12 anos, com regras mais claras e menos penduricalhos.
Ela afirma que a relação com o agronegócio permanece voltada ao equilíbrio entre produção e preservação ambiental. Defende a agricultura familiar como base da alimentação do país e sustenta uma reforma agrária planejada pelo Estado, sem violência, para ampliar o uso de terras públicas.
Em relação à agenda social, Tebet sustenta que o Brasil não precisa gastar mais, mas gastar melhor, com foco em melhorar a eficiência dos gastos públicos e ampliar programas como o Bolsa Família, ao passo que valoriza ações de inclusão, educação e inovação.
A candidata também comenta o fim da escala 6×1 e afirma que a transição precisa ocorrer com instrumentos que protejam trabalhadores, principalmente nos setores de serviços e comércio. Diz que o esforço deve estimular produtividade por meio de qualificação e digitalização, sem sacrificar empregos.
Ao falar de possíveis alianças, Tebet destaca que não se vê disputando a Presidência da República novamente, mantendo o foco na eleição para o Senado em São Paulo. Reforça a ideia de que o centro democrático precisa dialogar com diferentes espectros para ampliar sua influência no cenário político.
Entre na conversa da comunidade