- Simone Tebet deixou o MDB, mudou o domicílio para São Paulo e passou a atuar no PSB, visando disputar o Senado por São Paulo em uma frente ampla de centro.
- Ela integra a chapa de Lula para a Presidência e Haddad para o governo de São Paulo, defendendo um campo democrático alternativo ao governo atual.
- A candidata defende mudanças políticas, incluindo reforma do Judiciário, fim da vitaliciedade de ministros e adoção de regras de teto e transparência, com abertura para impeachment desde que haja embasamento legal.
- Sobre a disputa presidencial, Tebet afirma que não faz diferença se Lula enfrentará Flávio Bolsonaro ou Michelle Bolsonaro, e critica a ideia de uma “pátria estrangeira” associada à família Bolsonaro.
- Em relação ao agronegócio, mantém posição de diálogo com o setor produtivo, sustenta a importância da agricultura familiar e defende reforma agrária sem violência, com foco em políticas públicas.
Nos próximos meses, Simone Tebet reafirma sua estratégia para 2026: manter a pré-candidatura ao Senado por São Paulo, migrando de MDB para PSB e promovendo uma frente ampla de centro. Ela afirma ter tomado esse caminho para fortalecer o campo democrático e o governo de centro.
A ex-ministra sinaliza que comporá a chapa de Lula para a Presidência e Haddad para o governo de São Paulo. Tebet diz que é fundamentada a ideia de lançar apenas dois candidatos ao Senado em São Paulo, em alinhamento com alianças locais. Marina Silva e Márcio França aparecem como possíveis companheiros de sigla.
A entrevista destaca ainda a visão de Tebet sobre o papel do Judiciário e o uso de impeachment: defende o respeito às leis, admite a possibilidade de responsabilizar ministros do STF em casos de abusos graves, e defende reformas políticas que incluam o fim da vitaliciedade dos ministros.
Contexto da candidatura e cenários eleitorais
Tebet explica que mudou domicílio eleitoral e partido para integrar uma frente ampla, conforme orientação do presidente Lula e do vice-Alckmin. A mudança foi anunciada como necessária para ampliar o campo democrático e consolidar um governo de centro no Brasil.
Ela afirma que não vê divergência entre apoiar Lula e manter a candidatura ao Senado em São Paulo. A prioridade, segundo a ex-ministra, é fortalecer a presença do centro na política paulista, considerada decisiva para as eleições de 2026 e 2030.
Posição sobre Judiciário e reformas
A parlamentar defende a observância da legalidade e aponta que, com base na Constituição, pode haver impeachment de ministros do STF em casos de abuso grave ou corrupção. Ela critica decisões vistas como excessivas pela oposição de direita e defende reformas para o Judiciário, como fim da vitaliciedade para ministros e mandato fixo de 12 anos.
Tebet também defende uma reforma ampla que inclua Executivo, Legislativo e Judiciário, com ajustes para reduzir privilégios e melhorar a prestação de serviços à população. A redução de penduricalhos e maior foco em mecanismos de responsabilidade fiscal são citados como metas.
Relação com PT, Bolsonaro e políticas públicas
A ex-ministra afirma apoiar inferências de que a eleição presidencial será definida pela capacidade de comunicar realizações do governo. Ela destaca a necessidade de comunicar melhor o que o atual governo fez para ampliar apoio entre a sociedade.
Sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro e a família Bolsonaro, Tebet sustenta que a família atua de forma coesa, destacando divergências entre o que ela chama de Deus, pátria e família de seus oponentes. Não obstante, afirma que a disputa envolve a essência de propostas para o Brasil, não apenas a pessoa de Bolsonaro.
No campo das políticas sociais, Tebet defende avaliação crítica de gastos públicos, reforma tributária e foco em programas como Bolsa Família e Minha Casa Minha Vida. Ela ressalta a importância de ampliar honestly a eficiência dos gastos e reduzir distorções no orçamento para favorecer setores produtivos e famílias.
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