- Pesquisa do PoderData, realizada de 30 de maio a 1º de junho de 2026, aponta que 46% dos eleitores avaliam o STF como ruim ou péssimo, queda de 6 pontos em dois meses.
- Enquanto isso, 15% consideram o desempenho dos ministros “bom” ou “ótimo” (alta de 6 pontos no mesmo período) e 27% veem a Corte como “regular”; 12% não souberam responder.
- Parte da percepção negativa está ligada à atuação mais proativa do STF em temas políticos, como o inquérito das fake news, bloqueios de perfis e remoção de conteúdos.
- O STF vive tensão com o Congresso, com propostas para limitar poderes da Corte e debates sobre pedidos de impeachment de ministros, o que desgasta a imagem de neutralidade.
- Foram 2.500 entrevistas em 166 municípios, com margem de erro de 2 pontos percentuais; os números só indicarão tendência se as próximas leituras mostrarem melhora.
O STF é avaliado como ruim ou péssimo por 46% dos eleitores, segundo pesquisa do PoderData realizada de 30 de maio a 1º de junho de 2026. A queda em dois meses foi de 6 pontos percentuais, após atingir 52%.
Apesar da retração, o índice negativo ainda supera em quase 3 vezes os 15% que veem o desempenho como bom ou ótimo. Outros 27% classificam a atuação da Corte como regular, e 12% não souberam responder.
O levantamento aponta que parte da percepção negativa decorre da atuação do STF em temas políticos. O inquérito das fake news consolidou um modelo de protagonismo do Judiciário, com bloqueios de perfis e remoção de conteúdos.
A pesquisa também evidencia tensão institucional com o Congresso, que discutiu limites aos poderes da Corte e abriu debates sobre impeachment de ministros. A aprovação de ações monocráticas é tema recorrente de críticas e defesa.
Contexto
A avaliação negativa permanece elevada mesmo com a queda observada. A proximidade das eleições presidenciais contribui para o debate sobre o papel do STF em temas sensíveis, segundo analistas ouvidos pelo portal.
Metodologia
O PoderData realizou 2.500 entrevistas entre 30 de maio e 1º de junho de 2026, em 166 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. As entrevistas ocorreram por telefone.
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