- Brasil e Suécia assinam acordo de intenções para potencialmente comprar 20 caças Gripen E e F, com produção no Brasil.
- A proposta prevê transferência de tecnologia e mira o mercado da América Latina.
- Em 2023 houve o início da produção no Brasil, em Gavião Peixoto, com a Embraer e Saab; primeira aeronave fabricada no país foi apresentada em março deste ano.
- O custo da operação não foi informado oficialmente; o governo sueco afirmou que ainda precisa ser discutido.
- O acordo se soma a um histórico de parcerias que já envolve a FAB e fortalece a capacidade industrial brasileira, com projeção de geração de empregos.
Brasil e Suécia firmam acordo para potencial produção de 20 caças Gripen no Brasil
O Brasil assinou nesta quinta-feira 4 um acordo de intenções com a Suécia para, potencialmente, comprar 20 caças Gripen E e F, da Saab. A assinatura ocorreu em Estocolmo, com a presença do ministro da Defesa sueco, Pal Jonson, e do ministro brasileiro José Mucio.
O acordo prevê que as aeronaves sejam fabricadas no Brasil. A medida integra a estratégia brasileira de reduzir a dependência externa e ampliar a capacidade tecnológica do setor de defesa. A cooperação já havia sido iniciada em 2014, com um contrato de 4,5 bilhões de dólares para 36 caças.
Produção no Brasil e transferência de tecnologia
Em parceria com a Embraer, a Saab já mantém uma linha de montagem no Brasil, em Gavião Peixoto, interior de São Paulo, prevista para produzir parte das aeronaves. O governo brasileiro destacou a importância do projeto para atendimento ao mercado da América Latina e para a geração de empregos.
Em 2023, a primeira aeronave foi montada no Brasil, marcando um passo importante para a autonomia tecnológica. Em 2024, o Departamento de Estado dos EUA solicitou informações à Saab sobre o negócio, conforme indicado por fontes oficiais.
Preço da possível operação não foi informado pelo governo brasileiro nem pela Saab. A empresa ressaltou que a negociação envolve etapas a serem detalhadas entre as partes, incluindo aspectos de produção local e transferência de tecnologia. O governo brasileiro afirma que o programa reforça a capacidade de defesa, gera empregos qualificados e aumenta oportunidades econômicas.
Entre na conversa da comunidade