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Caso Master: Flávio Bolsonaro e Ciro Nogueira citados em delação de Vorcaro

Nova delação de Vorcaro cita Flávio Bolsonaro e Ciro Nogueira, com repasses para o filme Dark Horse; suspeita de uso de recursos para outros fins

Ciro já foi alvo de ação da PF; Flávio diz que foi "dinheiro privado para um filme privado"
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  • Vorcaro apresentou nova proposta de delação premiada, com documentos encaminhados à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República, que avaliam a possibilidade de acordo.
  • Entre os citados na nova colaboração estão os senadores Ciro Nogueira e Flávio Bolsonaro, com relatos de repasses para a produção do filme Dark Horse; Flávio afirma que o dinheiro era privado para um filme privado.
  • Segundo mensagens, houve negociação de R$ 124 milhões para o filme, ao menos R$ 60 milhões teriam sido efetivamente repassados; investigadores suspeitam de uso para financiar Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos e de possível lavagem de dinheiro.
  • Flávio Bolsonaro nega ter cobrado recursos; diz que o montante foi utilizado para custear o filme, incluindo equipe, locação, gravações e edições; Ciro Nogueira, alvo da quinta fase da Operação Compliance Zero, teria apresentado emenda para ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) em benefício do Master, segundo investigações.
  • Vorcaro segue preso; a delação anterior foi rejeitada pela PF por haver ocultação de informações; reunião na PGR para analisar a nova proposta chegou a ser marcada, mas foi adiada para avaliação do material.

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, apresentou nova proposta de colaboração premiada após a rejeição inicial pela Polícia Federal. O material já foi encaminhado à PF e à Procuradoria-Geral da República (PGR) para avaliação. Investigadores analisam se há justificativa para um acordo de colaboração desta vez.

Entre as pessoas citadas por Vorcaro na nova delação estão os senadores Ciro Nogueira (PP-PI) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ). As informações indicam repasses relacionados à produção do filme Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Vorcaro descreve, segundo relatos de fontes ligadas ao caso, repasses efetuados para a produção do longa. Também há menção a pedidos de Flávio Bolsonaro por dinheiro para financiar o projeto, segundo as mesmas fontes.

Flávio Bolsonaro negou ter cobrado recursos. Em declaração publicada pela imprensa, afirmou que o dinheiro seria privado e para um filme privado, e que não houve ilicitude no uso dos recursos para custear equipe, locação e edição do filme.

Ciro Nogueira também figura entre os investigados. O presidente do PP teve mandados de busca e apreensão em operas deflagradas pela quinta fase da Operação Compliance Zero, com atuações no Distrito Federal e no Piauí. A suspeita envolve atuação no Congresso em benefício do Master.

Avanços e próximos passos

As autoridades aguardam a definição sobre a viabilidade de um acordo de delação com Vorcaro. A nova proposta foi protocolada na terça-feira; uma reunião prevista para esta quarta foi adiada para permitir a avaliação do material pelos órgãos competentes. Vorcaro segue detido na Superintendência da PF em Brasília.

Anteriormente, o Ministério Público apurava informações da primeira delação, cuja apresentação foi recusada pela PF por conter dados considerados insuficientes. A nova documentação visa oferecer elementos adicionais para embasar eventual acordo.

Outro ponto citado nas investigações envolve a possível destinação de parte de recursos para financiar atividades políticas de terceiros. A PF e a PGR monitoram se parte das verbas destinava-se a atividades não relacionadas ao filme.

A investigação também analisa se parte dos valores teria servido para lavagem de dinheiro, ocultando a origem de recursos oriundos de prejuízos do Banco de Brasília e de operações do Master.

Fontes ouvidas afirmam que uma informação anterior envolvendo a esposa do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci, não consta da nova delação, permanecendo apenas na divulgação de conteúdos anteriores.

O desfecho depende da avaliação técnica dos documentos pelos órgãos de controle. Não há confirmação de que haja acordo fechado ou eventual colaboração premiada neste momento.

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