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Eduardo Bolsonaro nega ter sugerido substituir Pix pelo Zelle

Eduardo Bolsonaro nega ter sugerido trocar o Pix pelo Zelle; cobra retratação e afirma haver margem de negociação com os EUA para evitar tarifas

Após repercussão, Eduardo afirma que “jamais” defendeu a troca do Pix pelo Zelle. (Foto: EFE/EPA/Erik S. Lesser)
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  • Eduardo Bolsonaro negou ter sugerido trocar o Pix pelo Zelle e pediu retratação de veículos que repercutiram a fala.
  • Em entrevista ao TCM News, ele comentou a possível negociação para evitar o novo tarifaço dos EUA contra o Brasil.
  • O ex-deputado disse que o Zelle seria o “Pix dos EUA” e que haveria espaço para negociação com os americanos usando esse argumento.
  • Afirmou que o governo brasileiro tem bons argumentos e mencionou interesses dos EUA em terras raras e manganês.
  • Reagindo à repercussão, disse que a reportagem do Globo distorceu o que disse e reforçou que o Pix foi criado sem taxa.

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro negou nesta quinta-feira que tenha sugerido substituir o Pix pelo Zelle, sistema de pagamentos dos EUA. A afirmação veio em entrevista ao TCM News, na qual ele comentou negociações para evitar novo tarifaço imputado pelos EUA ao Brasil.

Ele disse que o governo brasileiro tem bons argumentos para evitar retaliação e citou o Zelle como o equivalente americano do Pix. O empresário Zelle é operado por um consórcio de bancos por meio da empresa Early Warning Services, diferente do Pix, criado pela autoridade monetária.

Segundo Eduardo, houve um pedido para que qualquer tarifa ou retaliação comercial fosse adiada até a eleição deste ano, para evitar mudanças de diretriz caso Flávio Bolsonaro seja eleito. O ex-deputado afirmou que há espaço para negociação com os americanos.

  • Repercussão nas redes e resposta

O áudio gerou reação online, com um vídeo destacando a suposta sugestão. Eduardo afirmou que irá exigir retratação e desmentiu veementemente ter feito qualquer menção nesse sentido. Ele destacou que o Pix foi criado sem taxa e continuará assim.

O ex-parlamentar lembrou que o Pix foi desenvolvido pela área técnica do Banco Central em 2018, no governo Temer, com lançamento em 2020, ainda no governo Bolsonaro, e início de uso em novembro do mesmo ano. A timeline ajuda a contextualizar o histórico da ferramenta.

Eduardo também citou críticas ao presidente Lula, afirmando que o petista busca conflitar com os EUA para beneficiar sua popularidade. O tema envolve relações bilaterais e instrumentos de pagamento entre Brasil e Estados Unidos.

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