- Brasil seguirá negociando com os EUA sobre a tarifa de 25% e manterá o canal diplomático aberto, sem medidas retaliatórias.
- Mauro Vieira teve contato informal com Jamieson Greer na OCDE; o diálogo foi considerado positivo e contínuo.
- Não há confirmação de reunião entre o presidente Lula e o ex-presidente Donald Trump à margem da cúpula do G7, em Paris.
- O prazo para eventual aplicação das tarifas vai até 15 de julho de 2026; as negociações ainda não têm data definida.
- Vieira ressaltou que o Brasil não tem superávit com os EUA e acumulou déficit de cerca de US$ 450 bilhões nos últimos quinze anos; o acordo entre União Europeia e Mercosul é considerado estratégico e já está firmado.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou em Paris que o Brasil deve seguir negociando com os Estados Unidos sobre a proposta de tarifa de 25% sobre mercadorias brasileiras. A declaração ocorreu nesta quinta-feira, 4, durante conversa com jornalistas, às margens de atividades da OCDE.
Vieira informou que não há previsão de encontro entre Lula e Donald Trump na cúpula do G7 na França. O chanceler também disse que o Brasil pretende manter o canal diplomático aberto e não avalia medidas retaliatórias neste momento.
O ministro relatou um encontro informal com Jamieson Greer, representante para o Comércio Exterior americano, ainda na OCDE. A conversa, segundo ele, foi rápida e aberta, com o objetivo de manter o diálogo diante dos relatórios finais das investigações da Seção 301.
Perspectiva de negociações e prazos
Vieira destacou que houve um acordo informal durante a visita de Lula aos EUA, no início de maio, sobre um prazo de 30 dias para iniciar negociações. Greer teria se mostrado disposto a continuar as conversas, segundo o chanceler.
O prazo para eventual aplicação de tarifas permanece até 15 de julho de 2026, conforme o Escritório de Comércio dos EUA. Além das tarifas, Washington incluiu as facções PCC e CV na lista de organizações terroristas.
O Brasil, afirmou o ministro, seguirá apostando no diálogo para esclarecer os motivos da possível aplicação das tarifas. Vieira ressaltou que o Brasil não tem superávit com os EUA e citou dados que apontam déficit acumulado de aproximadamente US$ 450 bilhões nos últimos 15 anos.
Afinidades e próximos passos
Vieira afirmou que o Brasil continua disposto a negociar, destacando um histórico de reuniões e de cooperação em áreas como combate ao crime organizado. O chanceler destacou ainda que o governo brasileiro manterá o canal diplomático aberto e acompanhará os desdobramentos.
Sobre acordos comerciais, o ministro ressaltou a importância do acordo entre União Europeia e Mercosul, considerado estratégico e já plenamente firmado. Também mencionou contatos com Reino Unido, Japão e China durante a presença na OCDE.
Lula confirmou participação no G7, de 15 a 17 de junho, na França, com possíveis encontros bilaterais, mas não houve confirmação de reunião com Trump até o momento. Vieira enfatizou que há oportunidades de diálogo caso surjam ocasiões de reunião durante o encontro.
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