- Norman Finkelstein teve a mesa lotada na Feira do Livro nesta quinta-feira, com reforço de segurança.
- O cientista político americano lançou o livro “A Indústria do Holocausto” e é conhecido por críticas ao Estado de Israel; a mesa foi mediada pela jornalista Patrícia Campos Mello.
- O encontro ocorreu no auditório do estádio Pacaembu, e dezenas de pessoas ficaram na fila do lado de fora devido à alta procura.
- Finkelstein comentou sobre a liberdade de expressão nos Estados Unidos e questionou o uso do termo antissemitismo para silenciar críticas ao governo de Israel.
- O autor afirmou não ser pró-Palestina, dizendo que apoia o que é verdade e justo; manifestações silenciosas com bandeiras da Palestina foram vistas ao redor.
Na Feira do Livro de São Paulo, o cientista político americano Norman Finkelstein realizou uma leitura com público lotado nesta quinta-feira, 4. Ele lançou o livro A Indústria do Holocausto, que revisita imagens associadas ao genocídio do povo judeu. O evento ocorreu no auditório do estádio Pacaembu, com segurança reforçada e filas extensas.
A mesa, mediada pela jornalista Patrícia Campos Mello, reuniu leitores em busca de respostas sobre o tema. Finkelstein é conhecido por críticas ao Estado de Israel e à Guerra em Gaza, posições que movimentam diferentes correntes de debate. O espaço fechado foi uma escolha da organização para reduzir riscos de incidentes.
Durante a sessão, o palestrante abordou críticas a como a memória histórica é tratada na mídia e na política americanas. Disse ainda que a liberdade de expressão nos EUA enfrenta dilemas atuais e comentou a forma como termos como antissemitismo têm sido usados no Brasil e no exterior. O tom foi de análise, sem apoiar ou negar posições políticas específicas.
O público, em parte composto por apoiadores da causa palestina, acompanhou com atenção. Na saída, observou-se uma mistura de bandeiras e símbolos culturais, sinalizando o Rio de Eventos do encontro como espaço de debate plural, ainda que sob forte vigilância.
Panorama do encontro e trabalhos correlatos
Antes e depois do debate com Finkelstein, outros autores marcaram presença na agenda da feira. Daniel Munduruku e Daniela Catrileo discutiram como suas origens indígenas influenciam suas obras, em uma mesa de temática compartilhada. O mediador Leão Serva conduziu o diálogo, destacando percursos de vida e criação literária.
O botânico italiano Stefano Mancuso abriu uma conversa sobre o conceito de Fitópolis e apresentou propostas para reduzir impactos ambientais, como o uso de áreas verdes urbanas para enfrentar a crise climática. Em tom crítico, Mancuso ressaltou a necessidade de reconhecer a ciência frente às pressões políticas.
A quinta-feira encerrou com Nei Lopes, compositor e escritor, que apresentou suas concepções sobre direitos humanos e afrodescendência. Lopes enfatizou a importância da música como expressão cultural, destacando o papel de artistas na construção de identidade nacional.
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