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Flávio Bolsonaro afirma que o “mundo do mal” será expulso do governo neste ano

Flávio Bolsonaro afirma guerra espiritual e aponta expulsão do mundo do mal do governo neste ano, durante a Marcha para Jesus em São Paulo

O senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) na Marcha para Jesus, em São Paulo — Foto: Cristiane Agostine/Valor
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  • A Marcha para Jesus, em São Paulo, reuniu pré-candidatos da direita, com Flávio Bolsonaro fazendo um discurso de tom eleitoral e chamando a disputa de “guerra espiritual”.
  • Flávio vincula Lula ao “mal” e afirmou que o governo será expulso do Brasil neste ano, em tom de oração pelo país.
  • O evento contou com a participação de Tarcísio de Freitas (governador e pré-candidato à reeleição), além de André do Prado e Guilherme Derrite, entre outros bolsonaristas.
  • Tarcísio declarou que “São Paulo é de Jesus” e ressaltou o papel do governo local na organização da marcha; o prefeito Ricardo Nunes também elogiou a atuação dele.
  • O ministro André Mendonça (Supremo Tribunal Federal) participou do trio, em discurso religioso, e Ronaldo Caiado (PSD) estava previsto para a tarde; o advogado-geral da União, Jorge Messias, representaria o governo federal.

A Marcha para Jesus, realizada nesta quinta-feira em São Paulo, virou palanque para pré-candidatos de direita. No trio elétrico, o senador Flávio Bolsonaro (PL-SP) fez levantamentos de campanha, tratou a disputa de 2024 como uma guerra espiritual e associou o governo de Lula ao que chamou de “mal”. A manifestação reuniu evangélicos na capital paulista e teve presença de lideranças políticas.

Além de Flávio, o evento contou com participação do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), pré-candidato à reeleição, e de outros nomes bolsonaristas ao Senado e à Câmara. Entre eles estavam André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP), além de Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Lucas Bove (PL-SP), todos destacados no palanque ao lado de Ricardo Nunes (MDB), prefeito de São Paulo.

O discurso de Tarcísio enfatizou o papel do estado em relação à fé, afirmando que São Paulo pertence a Jesus e que é preciso transformar mentalidades. O governador recebeu apoio ao enfatizar a organização do ato e o papel da gestão na realização do evento.

Participação de autoridades e nuances do ato

O ministro André Mendonça (STF) compôs o trio, porém sem posar para fotos com Flávio. Mendonça fez discurso de cunho religioso, destacando a ideia de lutas espirituais na vida pública, sem mencionar nomes de governos ou adversários.

Ao longo da tarde, a agenda previa a participação de Ronaldo Caiado (PSD) como presenças de destaques. Representação do governo federal ficou a cargo do advogado-geral da União, Jorge Messias, conforme a organização do ato.

Apóstolo Estevam Hernandes, presidente da Marcha para Jesus no Brasil, afirmou que há uma tendência natural de apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro, em função do contexto polarizado entre bolsonaristas e o governo Lula. Ele ressaltou que o apoio decorre do cenário político, sem detalhar alianças futuras.

O evento manteve o tom religioso como eixo central, com referências constantes a temas espirituais e à defesa de valores conservadores, segundo apurações da cobertura. A organização enfatizou o objetivo de mobilizar apoiadores para o pleito deste ano, sem indicar datas ou passos eleitorais adicionais.

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