- A Marcha para Jesus começou às 10h em São Paulo, marcando o primeiro encontro público entre Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas desde a repercussão do filme Dark Horse.
- A operação da Polícia Civil de São Paulo mira Karina Ferreira da Gama, sócia da produtora de Dark Horse, suspeita de direcionamento de licitação, superfaturamento e desvio de recursos relacionados a contrato de wi-fi.
- O Intercept Brasil divulgou áudio em que Flávio Bolsonaro pede recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar a produção, gravado em 2025 pouco antes da condenação associada à trama.
- Messias, ministro da Advocacia-Geral da União, participa do ato representando o governo Lula, dividindo o palco com Flávio e Tarcísio; é a quarta participação dele no evento.
- Além de Flávio e Messias, participam da marcha outros políticos, como Guilherme Derrite, Ricardo Nunes, Eduardo Nóbrega, Ribamar Silva e André Mendonça.
A Marcha para Jesus, maior evento evangélico do país, aconteceu em São Paulo nesta quinta-feira, 4, feriado de Corpus Christi. O ato teve início às 10h, reunindo milhares de fiéis nas vias centrais da cidade. O evento contou com a participação de lideranças políticas e representantes do governo federal.
Entre os presentes, estavam Flavio Bolsonaro, senador pelo PL, e Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo pelo Republicanos. Eles ocuparam o trio elétrico principal, em um ato que ocorreu após o desgaste causado pelo escândalo envolvendo o filme Dark Horse. Além deles, o ministro da AGU, Jorge Messias, representou o governo Lula (PT) no evento.
O caso Dark Horse envolve a produtora ligada a Karina Ferreira da Gama, sócia da empresa que firmou contrato de 157 milhões de reais com a Prefeitura de São Paulo para instalação de pontos de wi‑fi. A Polícia Civil investiga possíveis irregularidades, como direcionamento de licitação, superfaturamento e desvio de recursos.
Antes do encontro, o Intercept Brasil publicou áudio no qual Flavio Bolsonaro solicita recursos a um banqueiro para financiar a produção, aumentando o escrutínio sobre o movimento político associado ao filme. A gravação é datada de 2025, próximo a decisões judiciais envolvendo a família Bolsonaro.
Representando o governo federal, Messias dividiu o palco com Flavio e Tarcísio, mantendo o tom institucional do ato. Durante a mobilização, ele ressaltou a união entre participantes e a importância da fé como elemento de convivência, destacando a necessidade de foco no propósito do evento.
Além dos três, outros políticos marcaram presença na marcha, incluindo o deputado Guilherme Derrite, o prefeito de São Paulo Ricardo Nunes, e o ministro do STF André Mendonça. A participação buscou fortalecer o apoio a valores e pautas defendidos pelo público presente.
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