- O Ministério Público de Guaíba investiga assessores e servidores comissionados por fraude ao erário, na operação chamada Ponto Cego.
- Os investigados registravam a biometria no ponto da Câmara de Vereadores e saíam logo depois, passando menos de dez minutos no local diariamente.
- Após deixarem a sede, atuavam em escritórios de advocacia, em empresas privadas e em atividades pessoais dos parlamentares, com justificativas de ausência falsas.
- A apuração combina depoimentos, imagens e análises técnicas, levou à quebra de sigilo e a busca e apreensão na Câmara, para apurar o possível prejuízo financeiro.
- A investigação busca definir a extensão da responsabilidade de terceiros e de eventuais agentes políticos; denúncias podem ser feitas de forma sigilosa pelos contatos oficiais.
A Promotoria de Justiça de Guaíba revelou o modus operandi de assessores e servidores comissionados suspeitos de desviar recursos públicos. No Legislativo municipal, eles marcavam presença no ponto biométrico e saíam do posto logo em seguida.
O grupo chegava a registrar menos de 10 minutos diários no local, configurando desvio de função. Após deixar a Câmara, os funcionários atuavam em escritórios de advocacia e empresas privadas, segundo o MPRS.
Entre as atividades externas identificadas estão atendimentos jurídicos, prestação de serviços para firmas privadas, práticas esportivas e demandas de interesse pessoal de parlamentares. O sistema de ausência recebia justificativas falsas.
Desdobramentos da investigação
O conjunto de provas inclui depoimentos, vídeos e análises técnicas coletadas durante o ano. A Justiça autorizou buscas e apreensões na Câmara de Vereadores para mensurar o prejuízo aos cofres públicos.
Agora os investigadores tentam definir a extensão da responsabilidade de terceiros e o possível envolvimento de agentes políticos. Denúncias podem ser encaminhadas de forma sigilosa ao MPRS, por e-mail ou pelos números de WhatsApp listados pela instituição.
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