- Lula disse por telefone ao bispo Estevam Hernandes e ao ministro Jorge Messias que não foi à Marcha para Jesus para não passar a ideia de que estaria tirando proveito político de algo sagrado.
- O diálogo, publicado em vídeo nas redes sociais, ocorreu durante o evento em São Paulo.
- Flávio Bolsonaro, principal oponente de Lula, compareceu à marcha e fez discurso com tom eleitoral, chamando o pleito de guerra espiritual.
- Lula também agradeceu o acolhimento dado por Hernandes a Messias, que é evangélico, durante o evento.
- Messias defendeu diálogo, perdão e reconciliação ao falar sobre sua possível recondução ao STF, cuja sabatina depende do Senado; Davi Alcolumbre teria combinado com a oposição não votar uma nova indicação até o fim do pleito.
Em São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em ligação com o bispo Estevam Hernandes e o ministro Jorge Messias, que não participou da Marcha para Jesus para não passar a ideia de aproveitamento político de assunto sagrado. A conversa foi publicada nas redes sociais.
Lula explicou que evita eventos religiosos em período eleitoral para não parecer que busca vantagem política. O diálogo ocorreu durante a marcha, na qual estava presente o ministro Messias, evangélico, que recebeu elogios do presidente.
Durante o evento, o principal adversário político, o senador Flávio Bolsonaro, da oposição, esteve na Marcha para Jesus e fez um discurso com tom eleitoral, chamando o pleito de uma guerra espiritual.
O presidente agradeceu o acolhimento recebido pelo bispo e pelo ministro Messias. Estevam Hernandes descreveu o AGU como um grande irmão, reforçando a afinidade entre as partes.
Messias, em discurso durante a marcha, reiterou a defesa do diálogo, do perdão e da reconciliação, ao comentar a possibilidade de nova indicação ao STF. A sabatina ainda é aguardada pelos senadores.
Aguarda-se a confirmação de nova indicação ao STF, após a rejeição da primeira nomeação pelo Senado. Caso haja nova proposta, o processo passará pela sabatina e pela deliberação no plenário.
Segundo interlocutores, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, teria sinalizado aos parlamentares da oposição que não votará uma nova indicação ao STF até o fim do período eleitoral. Essa decisão pode impactar o cenário político.
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