- O corregedor nacional de Justiça e ministro do STJ, Mauro Campbell, disse que deveria receber salário à altura do que trabalha para o país.
- Em abril ele recebeu supersalário de R$ 141 mil, segundo dados do STJ.
- A decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) limita remunerações a cerca de R$ 79 mil, com teto para penduricalhos.
- Procurados, Campbell, o STJ e o CNJ não atenderam até o momento.
- O contracheque de maio já traz o início da aplicação da regra, com remunerações limitadas a até R$ 78,7 mil.
O corregedor nacional de Justiça e ministro do STJ, Mauro Campbell Marques, disse nesta quinta-feira que deveria receber um salário à altura do trabalho que realiza. Ele criticou as obrigações da magistratura durante a entrevista, em meio a discussões sobre remuneração.
Campbell afirmou que julga milhares de recursos ao longo de 18 anos e destacou a soma de aproximadamente 130 mil processos sob sua responsabilidade. A declaração ocorreu no contexto de um evento internacional conhecido como Gilmarpalooza, promovido pelo ministro Gilmar Mendes.
No entanto, a reportagem aponta que, em abril, Campbell auferiu 141 mil reais de salário. Em março, registrou 122 mil; em fevereiro, 127 mil. Os valores superaram o teto constitucional de 46,3 mil, vigente para parlamentares e membros de alta corte.
A notícia ressalta que o ministro tem à disposição um gabinete com dezenas de funcionários, entre juízes e assessores, o que aumenta o valor total da remuneração. A reportagem consulta dados oficiais do STJ para confirmar os contracheques.
O Supremo Tribunal Federal aprovou, recentemente, uma norma que limita remunerações totais a cerca de 79 mil reais, com a prática de reduzir penduricalhos e indenizações. A estimativa prática é de que a partir de maio as remunerações cheguem a aproximadamente 78,7 mil reais.
Contexto salarial e próximos passos
Dados do STJ apontam que a última folha divulgada antes da regra de teto corresponde a abril, com o supersalário de 141 mil reais. Procurados, Campbell, o STJ e o CNJ não responderam até o fechamento deste texto.
O espaço fica disponível para posicionamentos oficiais quando houver respostas das instituições envolvidas. A reportagem permanece acompanhando os desdobramentos dessa pauta, que envolve remuneração de magistrados e limites legais.
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