- Leniel Borel classifica o desfecho do julgamento como uma “grande aberração jurídica” e disse que vai recorrer da decisão que concedeu perdão judicial à Monique Medeiros.
- Jairo Souza Santos Júnior foi condenado a 43 anos de prisão, enquanto Monique Medeiros saiu do tribunal em liberdade após a condenação por homicídio culposo com perdão judicial.
- O pai afirma que houve parcialidade da magistrada e que o júri não teve foco na criança, destacando que Henry ficou em segundo plano durante os 11 dias de júri.
- Leniel afirma que houve condução direcionada na votação, com uma nova quesitação apresentada após jurados já terem decidido pela mesma pena para os dois réus.
- A defesa de Henry não encerrou a luta: o pai disse que a batalha pode servir para outras crianças vítimas de violência e que vai recorrer da decisão.
Em entrevista à CNN, Leniel Borel, pai de Henry Borel, classificou o desfecho do julgamento como uma grave falha jurídica. Ele criticou a decisão que concedeu perdão judicial à Monique Medeiros e disse que irá recorrer. O pai afirmou estar revoltado com o resultado, especialmente pela diferença de penas entre os réus.
Segundo Leniel, a sentença expôs uma aparente disparidade entre as condenações. Jairo Souza Santos Júnior recebeu 43 anos de prisão, enquanto Monique saiu em liberdade após ser condenada por homicídio culposo com perdão judicial. O pai questionou a condução do júri e a atuação da magistrada.
Leniel afirmou que, na visão dele, Monique foi omissa diante da morte de Henry e que a decisão transmite uma mensagem perigosa à sociedade. Ele afirmou que o caso ultrapassa o filho e representa crianças brasileiras vítimas de violência. A defesa promete recorrer.
Perspectivas sobre o julgamento e próximos passos
O pai de Henry disse que o júri não focalizou a vítima ao longo de 11 dias de diligências, concentrando-se mais nos réus do que no garoto. Ele alegou que houve uma nova quesitação conduzida pela juíza, sugerindo direção indevida aos jurados.
Leniel também alegou que houve tendência a favorecer Monique durante o processo. Segundo ele, pessoas ligadas ao tribunal teriam sinalizado uma percepção de parcialidade contra a família. A discussão sobre misoginia no veredito também foi criticada pelo pai.
Quanto aos desdobramentos, Leniel confirmou o recurso para revisar a sentença envolvendo Monique Medeiros. O pai questionou a existência de perdão judicial em caso de violência contra a vida. A família de Henry continua buscando respostas sobre o ocorrido.
Contexto do caso
Henry Borel morreu em 8 de março de 2021, aos 4 anos, após ficar sob a guarda de Monique Medeiros no apartamento da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. A investigação apontou 23 lesões e uma causa de morte por hemorragia interna decorrente de espancamento, descartando acidente doméstico.
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