- A Primeira Turma do STF marcou para 16 de junho o julgamento da ação penal contra Eduardo Bolsonaro por suposta coação no âmbito da investigação da trama golpista.
- A acusação da Procuradoria-Geral da República sustenta que o ex-deputado tentou interferir na apuração sobre a tentativa de golpe de Estado que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro.
- Segundo o Ministério Público, ele teria buscado apoio de autoridades dos Estados Unidos para pressionar ministros e adotar medidas contra o Brasil.
- A Defensoria Pública da União pediu a nulidade do processo, alegando que o relator Alexandre de Moraes seria alvo direto dos fatos investigados.
- A pena pode chegar a até quatro anos de prisão, além de eventuais agravantes.
O STF marcou para 16 de junho o julgamento da ação penal contra Eduardo Bolsonaro (PL), conhecido por ser filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. A acusação envolve suposta coação no curso do processo durante a apuração da trama golpista, que resultou na condenação do ex-chefe de Estado. O veredito pode levar à absolvição ou à condenação, com pena máxima prevista de quatro anos de prisão, além de possíveis agravantes.
Segundo a Procuradoria-Geral da República, Eduardo Bolsonaro teria buscado apoio de autoridades dos Estados Unidos para pressionar ministros e adotar medidas que favorecessem o Brasil no contexto da investigação. A denúncia aponta a atuação do réu na tentativa de influenciar o andamento do caso ligado à tentativa de golpe de Estado.
A Defensoria Pública da União pediu a nulidade do processo, alegando que o relator, ministro Alexandre de Moraes, seria alvo direto dos fatos investigados. A defesa sustenta que houve violação de garantias legais que comprometeriam a lisura do julgamento.
Contexto da acusação
A PGR sustenta que a participação de Eduardo Bolsonaro teria relação direta com os desdobramentos da investigação da trama golpista. O caso tramita no STF e envolve decisões de apreciação da Primeira Turma, com possibilidade de afastamento de parlamentares ou responsabilização penal conforme o andamento do processo.
Os próximos passos ocorrem com a realização do julgamento em plenário, sob a condução da corte, que avaliará as provas apresentadas, eventuais nulidades processuais e a eventual responsabilização do réu. Não há confirmação de mais deliberações além do previsto para 16 de junho.
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