Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Zylbersztajn afirma que venda fracionada de GLP não faz sentido

Especialista contesta mudanças da ANP no GLP, alertando riscos de segurança, logística e expansão da criminalidade

Photo
0:00
Carregando...
0:00
  • A ANP avalia mudanças nas regras do GLP, incluindo a recarga parcial de botijões e a possibilidade de uma empresa envasar recipientes de outras marcas, hoje proibidas.
  • O especialista David Zylbersztajn considera o fracionamento do gás economicamente infundado e ressalta que o botijão cheio é a opção mais estável para consumidores, especialmente o de 13 quilos.
  • Além da relação econômica, há preocupações de segurança: o GLP é mantido sob alta pressão e a identificação do fabricante no botijão, que hoje traz a marca da envasadora, oferece segurança ao consumidor.
  • Alega-se ainda que o fracionamento imporia nova logística de enchimento, com trocas mais frequentes e necessidade de infraestrutura que não existe no momento.
  • Há preocupação com a criminalidade no setor: milícias já atuam coercitivamente e a expansão do sistema poderia favorecer a infiltração do crime organizado, segundo o especialista.

A ANP analisa mudanças históricas nas regras de venda de gás de cozinha. Entre as propostas em debate estão a recarga parcial de botijões e a autorização para que uma empresa possa encher recipientes de marcas diferentes, medidas hoje proibidas. Trata-se de uma discussão de grande relevância social, já que o GLP está presente em cerca de 90% dos domicílios brasileiros.

Especialistas avaliam impactos da mudança. O colunista David Zylbersztajn, da CNN Infra, questiona os benefícios para o consumidor e aponta riscos de segurança. Ele lembra que existem mais de 100 milhões de botijões de 13 kg no país, principal alvo das mudanças propostas.

Proposta não é nova

Zylbersztajn ressalta que o tema volta à tona há mais de duas décadas. O botijão de 13 quilos é o foco principal, e a discussão envolve aspectos técnicos de armazenamento e distribuição, bem como a confiabilidade das garrafas.

Para o especialista, o fracionamento econômico não faz sentido. Ele defende que a prioridade deveria ser melhorar programas de atendimento, assegurando que famílias recebam botijões cheios com regularidade.

Segurança e logística em debate

O gás é mantido sob alta pressão e requer manuseio adequado. A identificação do fabricante no botijão é apontada como garantia de qualidade, o que poderia ficar comprometido com as mudanças propostas, segundo o analista.

A ampliação da troca de botijões também exigiria estrutura logística ainda inexistente. Aumento da frequência de recargas implicaria novas operações de enchimento, com custos e infraestrutura não previstos hoje.

Riscos para a criminalidade e a proteção ao consumidor

Zylbersztajn afirma que milícias já atuam no setor, incluindo coerção de consumidores para comprar de fornecedores específicos. A expansão do fracionamento, na visão dele, poderia facilitar a atuação do crime organizado.

O especialista diz que o consumidor não seria beneficiado no longo prazo, com menor segurança no botijão. Ele recomenda fortalecer o combate ao crime no atual formato e ampliar programas sociais de transferência de renda para o acesso ao gás.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais