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Cleitinho, Flávio em MG, provoca crise no Republicanos e desconfia de Marcos Pereira

Cleitinho Azevedo desencadeia crise no Republicanos ao desconfia r de Marcos Pereira e classificar Edir Macedo como falso profeta; definição sobre governador fica para depois da Copa do Mundo

Cleitinho (de camisa vermelha) e o senador Flávio Bolsonaro durante reunião em Patos de Minas
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  • Cleitinho Azevedo, senador pelo Republicanos, disse não confiar plenamente na promessa de Marcos Pereira de lhe garantir legenda para candidatura a governador, gerando crise no partido.
  • Ele também chamou Edir Macedo de “falso profeta”; Macedo é fundador da Igreja Universal, instituição ligada ao Republicanos.
  • Cleitinho manteve encontro a portas fechadas em Patos de Minas com Flávio Bolsonaro, Nikolas Ferreira, Domingos Sávio e Luís Eduardo Falcão, anfitrião do encontro.
  • Em Pato de Minas, Cleitinho indicou a possibilidade de ser candidato, mas pediu dez dias para resolver pendências antes do anúncio; afirmou que a decisão só virá após a Copa do Mundo.
  • O cenário mineiro permanece indefinido, com o PT também ainda sem palanque definido e considerando várias opções de composição.

Cleitinho Azevedo, senador mineiro, causou uma crise interna no Republicanos ao afirmar que não confia plenamente na promessa de Marcos Pereira, presidente da sigla, de lhe garantir legenda para concorrer ao governo de Minas. Em entrevista ao O Globo, ele também chamou Edir Macedo de falso profeta.

O relato de Cleitinho aumenta a indefinição sobre a candidatura dele. Pereira respondeu por meio de mensagem enviada ao Estadão, ressaltando que dará a legenda, mas sem confidenciar garantias. Cleitinho, por sua vez, afirma ter apenas uma palavra a seu favor.

Em Minas, Cleitinho já sinalizou intermitência sobre seu plano eleitoral, gerando confusão entre aliados. Em meio à conversa com a imprensa, o senador Flávio Bolsonaro foi citado como apoio preferencial ao palanque bolsonarista no estado.

Encontros e proximidades

Cleitinho participou de agenda de três dias no estado e, segundo declarações locais, manifestou interesse em compor uma chapa liderada pelo PL. Em reunião fechada, em Patos de Minas, esteve acompanhado de Nikolas Ferreira, Domingos Sávio e Luís Eduardo Falcão, possível vice de Cleitinho.

O Estadão apurou que Cleitinho indicou a possibilidade de ser candidato, mas pediu dez dias para resolver pendências antes de anunciar. Flávio Bolsonaro, presente na região, não confirmou decisão sobre a candidatura de Cleitinho durante a Marcha para Jesus.

A indefinição mineira se insere em um cenário mais amplo, com Lula ainda sem palanque definido no estado. O PT avalia manter candidatura própria ou apoiar nomes como Kalil, Gabriel Azevedo e Josué Gomes, refletindo disputas internas e alianças regionais.

Contexto político

A postura de Cleitinho ocorre em meio a negociações entre siglas de centro e direita em Minas. Além do Republicanos, o cenário envolve PL, PSL e outras siglas utilizadas por aliados do bolsonarismo. O momento é de váriações de posição e de estratégias para consolidar espaços eleitorais.

Na prática, a situação favorece uma leitura de flexibilidade entre apoiadores de Cleitinho e as expectativas de alianças futuras. O desfecho depende de decisões internas que, até o momento, não chegaram a um acordo público.

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