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Com alta de feminicídios, Alesp tem apenas 16 PLs para proteger mulheres

Com 86 feminicídios no 1º trimestre, Alesp registrou apenas 16 PLs de proteção às mulheres, 6,8 vezes menos que propostas honoríficas

O total de propostas relacionadas ao tema é 6,8 vezes menor do que os 109 projetos apresentados no mesmo período para criar datas comemorativas ou conceder títulos simbólicos
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  • No primeiro trimestre de 2026, foram registrados 86 feminicídios no estado de São Paulo, o maior número desde o início da série histórica.
  • Alesp apresentou 16 Projetos de Lei voltados à proteção de mulheres, enquanto 109 projetos foram criados para datas comemorativas ou títulos simbólicos no mesmo período.
  • Dentre os 16 PLs, 7 foram protocolados apenas por deputadas, 6 por deputados homens e 3 em coautoria entre parlamentares de ambos os sexos.
  • A deputada Paula Nunes (bancada feminista) afirma que medidas de prevenção são fundamentais e critica a ausência de projetos específicos sobre o assassinato de mulheres; sobre o orçamento, diz que é insuficiente e que o governo não assume a responsabilidade.
  • O orçamento da Secretaria de Políticas para as Mulheres para 2026 ficou em R$ 30,6 milhões, queda de 15,4% em relação ao ano anterior; o governo diz manter diálogo para aprimorar políticas públicas voltadas à proteção das mulheres.

O trimestre de 2026 registrou 86 feminicídios em São Paulo, o maior número já observado na série histórica para o período. Nesse mesmo intervalo, a Alesp apresentou apenas 16 projetos de lei voltados à proteção das mulheres. O contraste evidencia prioridade diferente entre ações de prevenção e reconhecimento simbólico.

Entre as iniciativas, sete foram protocoladas exclusivamente por deputadas, seis por deputados homens e três em coautoria entre ambos os sexos. Ao todo, 16 propostas de proteção tiveram tramitação na casa. Isso contrasta com 109 projetos similares a título de homenagem ou datas comemorativas, no mesmo período.

Orçamento menor para políticas públicas

O orçamento de 2026 para a Secretaria de Políticas para as Mulheres caiu 15,4% em relação ao ano anterior, chegando a 30,6 milhões de reais. Parlamentares afirmaram que a redução impacta ações de proteção e combate à violência contra a mulher, enquanto o governo sustenta diálogo com os poderes para aprimorar políticas.

O presidente da Alesp justificou a ausência de comentários detalhados sobre o corte de verbas, reiterando que violência contra a mulher é tema de polícia. Já a deputada Paula Nunes ressaltou que o orçamento já era insuficiente e que há espaço de melhoria na execução por parte do governo.

Propostas simbólicas dominam a pauta

Somados os projetos de lei protocolados no primeiro trimestre, 285 tratavam de temas variados, sendo 109 de caráter honorífico. Autoria de propostas de denominação, datas e reconhecimento facilita tramitação e aprovação em alguns casos, o que explicaria parte da preferência por esse tipo de medida.

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