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Congresso avança para carimbar MP dos Combustíveis

Congresso condiciona MP dos Combustíveis a comprovação de repasse do subsídio ao consumidor e a auditorias da ANP, com impacto fiscal de quase R$ 3 bilhões mensais

Preços de combustíveis estão mais altos no país (Fernando Bizerra//EFE)
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  • Parlamentares condicionam apoio à Medida Provisória 1358/2026 a mecanismos que obriguem distribuidoras a comprovar o repasse do subsídio ao consumidor final.
  • A MP, editada para conter a alta de gasolina e diesel, autoriza subvenção econômica a produtores e importadores; impacto fiscal pode chegar a quase R$ 3 bilhões por mês, segundo a Câmara.
  • Emendas, como a de senador Hiran (PP/Roraima), defendem controles para assegurar a efetividade do desconto ao consumidor.
  • A proposta prevê demonstrar abatimento na nota fiscal e ampliações de auditorias frequentes da Agência Nacional do Petróleo (ANP) para evitar perdas de desconto nas margens.
  • No Planalto, aceitar fiscalização do Congresso é visto como modo de acelerar a tramitação; no Centro e na oposição, a estratégia ajuda a apoiar o alívio sem repassar integralmente a paternidade da medida.

O Congresso trabalha para “carimbar” a MP dos Combustíveis. A medida, editada pelo governo, autoriza subsídio a produtores e importadores para conter a alta de gasolina e diesel. O impacto fiscal pode chegar a quase R$ 3 bilhões por mês, segundo a Câmara.

Lideranças do Centro e da oposição avisam que o apoio não virá sem contrapartidas. A condição é incluir mecanismos que garantam que o desconto chegue ao consumidor final e não seja absorvido pela cadeia de distribuição.

Emendas e fiscalização

Uma emenda do senador Hiran Gonçalves, do PP de Roraima, propõe controles para comprovar o abatimento na nota fiscal. A ideia é tornar o benefício efetivo ao consumidor. Auditores da ANP seriam acionados com maior frequência para fiscalizar o repasse.

Para o Planalto, aceitar mecanismos de fiscalização favorece a tramitação rápida da MP e reduz resistência política. Para o Centrão e para a oposição, a tática permite reduzir o custo político sem abrir mão da medida de alívio aos preços.

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