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Departamento de Justiça de Trump usa leis de direitos civis contra estudantes de cor

Departamento de Justiça usa leis de direitos civis para contestar admissões de estudantes negros e hispânicos em Yale e UCLA, colocando avanços de inclusão em risco

‘The administration is cynically wielding its anti-discrimination authority to tear down civil rights advances at the cost of equal educational opportunity.’ Photograph: Jae C Hong/AP
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  • O Department of Justice, divisão de direitos civis, em governo de Donald Trump, emitiu vereditos de discriminação contra as escolas médicas da UCLA e da Yale por admitir estudantes negros e hispânicos de alto desempenho.
  • Os documentos afirmam que as notas e médias de admissão de estudantes pretos e hispânicos eram menos competitivas do que as de brancos e asiáticos, e acusam as instituições de discriminar brancos e asiáticos, embora as diferenças sejam pequenas.
  • As diferenças de GPA e notas citadas ficariam entre um desvio padrão ou menos, não sendo, segundo críticos, estatisticamente significativas; outros elementos da candidatura não teriam sido plenamente considerados.
  • Críticos afirmam que o relatório confunde correlação com causalidade e não leva em conta fatores como status socioeconômico, geografia e recursos escolares que afetam desempenho.
  • Além de UCLA e Yale, há investigações em andamento sobre admissões em Stanford, Ohio State e University of California, San Diego; o Escritório de Direitos Civis sofreu cortes de pessoal e fechamento de escritórios regionais, impactando investigações.

A divisão de direitos civis do Departamento de Justiça tem avaliado as admissões de pacientes com notas altas em faculdades médicas, acusando UCLA e Yale de discriminar estudantes brancos e asiáticos. As conclusões, criticadas por especialistas, apontam suposta vantagem para alunos pretos e hispânicos.

Segundo o DOJ, as notas e médias de alunos pretos e hispânicos teriam sido menos competitivas que as de brancos e asiados admitidos. As queixas não consideraram outros dados dos candidatos, como históricos escolares, recomendações e ensaios.

Especialistas afirmam que diferenças média em GPAs e pontuações são pequenas e podem ter fatores não raciais. Além disso, o DOJ não leva em conta situação socioeconômica, geografia e outras características relevantes.

Em UCLA, a narrativa aponta desafios sistêmicos para estudantes negros e hispânicos na Califórnia, com escolas públicas de alto desempenho carecendo de recursos. Dados locais indicam insegurança alimentar e habitacional entre esses grupos.

Yale defende que seu processo é baseado em mérito acadêmico e dedicação pessoal, e não em discriminação. A instituição sustenta que utiliza considerações pertinentes para seleção, sem excluir oportunidades para candidatos de cor.

Ao longo do último ano, o governo federal reduziu drasticamente o funcionamento do Office for Civil Rights. Cortes de quase metade da equipe e fechamento de escritórios regionais atrasam investigações e prejudicam estudantes com queixas.

Além de UCLA e Yale, há investigações em andamento sobre admissões em Stanford, Ohio State e UC San Diego. As instituições reforçam compromisso com igualdade de oportunidades para todos os estudantes.

  • ReNika Moore, diretora do Programa de Justiça Racial da ACLU, é citada na reportagem original como analista de contexto e crítica à leitura das ações do DOJ.

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