- A Polícia Civil de Santa Catarina revelou um esquema de corrupção eleitoral em Timbé do Sul, envolvendo compra de votos com cocaína avaliadas em R$ 50 cada.
- Eleitores recebiam porções da droga, chamadas pelo grupo de “moeda branca”, em troca de votos para um candidato a vereador; apurações começaram entre 2021 e 2022.
- A investigação foi aberta após a prisão em flagrante de um suspeito, e o celular apreendido trouxe mensagens detalhando a negociação com eleitores.
- O pagamento não era em dinheiro, mas em drogas, com os eleitores enviando documentos e recebendo o equivalente ao valor combinado antes da eleição.
- A Polícia Civil informou que o político tinha conhecimento da operação e seria o beneficiário direto dos votos, com a Justiça Eleitoral reconhecendo a prática como corrupção; o nome do político não foi divulgado.
A Polícia Civil de Santa Catarina revelou um esquema de corrupção eleitoral em Timbé do Sul, no Sul do estado. Eleitores eram oferecidos porções de cocaína avaliadas em 50 reais para votar em um candidato a vereador. A prática veio a público nesta quinta-feira, 4 de outubro.
Segundo apurações, as investigações começaram entre 2021 e 2022, durante uma apuração de tráfico de drogas no município. O caso veio à tona após a prisão em flagrante de um dos suspeitos.
Ao analisar o celular apreendido, os agentes encontraram mensagens que detalhavam a negociação com eleitores. Nas conversas, o grupo pedia fotos dos títulos de eleitor e prometia a troca por drogas.
O pagamento não era feito em dinheiro, mas por porções de cocaína, chamadas de “moeda branca” pelo grupo. Testemunhas confirmaram ter enviado documentos e recebido o equivalente ao valor combinado em drogas antes do pleito.
A Polícia Civil informou que o cruzamento de informações indicou que o candidato à vereança tinha conhecimento da operação e seria o beneficiário direto dos votos obtidos. A Justiça Eleitoral reconheceu a prática como corrupção no processo.
O nome do político não foi divulgado pela polícia. A investigação segue para esclarecer responsabilidades e internalizar novas evidências.
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