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Fundo eleitoral de 4,9 bilhões para 2026: distribuição por partido

FEFC de 2026 distribui quase 40% a PL, PT e União Brasil, com tendência a financiar a reeleição de deputados e fortalecer o controle das lideranças

Os valores para cada uma das 30 legendas do país para as eleições deste ano foram divulgados pelo TSE na noite de quarta-feira (3/6) - (crédito: Ed Alves/CB/D.A Press)
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  • O Fundo Eleitoral para 2026 soma 4,9 bilhões de reais, com PL (881,6 milhões), PT (615,3 milhões) e União Brasil (526,2 milhões) recebendo cerca de 40% do total, conforme o TSE em 3 de junho.
  • A federação União Progressista terá à disposição quase 1 bilhão de reais do montante do FEFC para as eleições deste ano.
  • Especialista afirma que a concentração de recursos favorece líderes partidários e pode influenciar a renovação do Congresso, antes mesmo do primeiro voto.
  • Na Câmara, o PL tem 97 deputados e o PT, 65; há expectativa de que siglas distribuam recursos para manter ou ampliar mandatos, mantendo o foco na reeleição.
  • Top 10 dos recebimentos do Fundo Eleitoral: PL, PT, União Brasil, PSD, PP, MDB, Republicanos, Podemos, PDT e PSB, com os valores correspondentes.

O Fundo Eleitoral para o pleito deste ano terá 4,9 bilhões de reais, repartidos entre 30 legendas. O PL lidera, com 881,6 milhões; PT fica em segundo, com 615,3 milhões; União Brasil recebe 526,2 milhões. Os números foram divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na noite de quarta-feira (3/6).

A divisão coloca a federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, com quase 1 bilhão de reais disponíveis. Especialistas destacam que a concentração de recursos amplia o poder de decisão das cúpulas partidárias sobre a disputa eleitoral.

Para o pesquisador Murilo Medeiros, da UnB, o Fundo Eleitoral evoluiu para uma ferramenta estratégica de controle político. Ele aponta que o valor cresce desde 2018 e pode influenciar a configuração de forças no Congresso mesmo antes das urnas serem abertas.

Medeiros afirma que, na prática, os recursos devem favorecer candidatos com maiores chances de vitória, normalmente já eleitos. A tendência é financiar reeleições e, assim, manter o equilíbrio de poder entre as legendas e o Executivo.

Na Câmara, o PL tem hoje 97 deputados, diante de 65 do PT. Partidos de esquerda e aliados do presidente Lula visam ampliar suas bancadas para reduzir a influência do Centrão em votações de interesse do governo.

Top 10: maiores recebimentos do FEFC

  • PL: 881,7 milhões
  • PT: 615,4 milhões
  • União Brasil: 525,2 milhões
  • PSD: 421,0 milhões
  • PP: 417,1 milhões
  • MDB: 400,0 milhões
  • Republicanos: 348,6 milhões
  • Podemos: 246,0 milhões
  • PDT: 169,3 milhões
  • PSB: 152,3 milhões

O FEFC, criado pela Lei 13.487/2017, utiliza o Orçamento da União em ano eleitoral para financiar campanhas. A distribuição obedece a critérios: 2% entre partidos com estatuto registrado no TSE; 35% conforme votos na última eleição para a Câmara; 48% conforme número de representantes na Câmara; 15% conforme representação no Senado.

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