- O juiz José Fernando Steinberg determinou a prisão em regime aberto de Luan Araújo por não pagamento de indenização por difamação a Carla Zambelli; decisão foi publicada em 1º de junho.
- O jornalista foi processado pela então deputada após publicar, em outubro de 2022, um texto que a difamava, descrevendo-a como parte de uma “seita de doentes de extrema direita”.
- A condenação envolve a difamação; Araújo foi absolvido de injúria, mas condenado ao pagamento de indenização, atualizada com multas e custas, totalizando pouco mais de R$ 2,2 mil que não foram quitados.
- Em agosto do ano passado, o Supremo Tribunal Federal condenou Zambelli a cinco anos e três meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma.
- Zambelli já foi à Itália, em julho, para evitar prisão ligada a outra pena; a extradição solicitada pelo Brasil foi negada pela Corte de Apelação de Roma em maio.
O juiz José Fernando Steinberg, do Juizado Especial Criminal do Foro de Barra Funda, em São Paulo, determinou a prisão em regime aberto do jornalista Luan Araújo. A decisão ocorreu por não cumprimento de uma indenização por difamação, após Araújo ter sido condenado pela publicação de críticas a Carla Zambelli em outubro de 2022.
A perseguição armada envolvendo Zambelli ocorreu em 2022, quando a então deputada federal empunhou uma arma de fogo e perseguiu o jornalista pelas ruas de São Paulo, inclusive dentro de uma lanchonete. O caso ganhou ampla repercussão e foi gravado por testemunhas.
No processo, Araújo foi absolvido de injúria, mas condenado a pagar indenização por difamação. Em valores atuais, acrescidos de multas e custas, o débito não quitado chega a pouco mais de 2,2 mil reais. A decisão de convertê-lo em prisão ocorreu em 1º de junho.
Contexto
Dias antes do segundo turno da eleição presidencial de 2022, o confronto entre as duas partes ficou conhecido por ter sido registrado por câmeras de terceiros, aumentando o interesse público sobre o tema.
Augusto de 2023, o STF condenou Zambelli a 5 anos e 3 meses de prisão pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma. A decisão foi confirmada pela corte superior e permanece em recurso de cumprimento.
Zambelli já havia viajado para a Itália em julho para evitar cumprir pena anterior relacionada à invasão do sistema eletrônico do CNJ. O Brasil pediu a extradição, inicialmente aceita por autoridades italianas, mas a decisão foi cassada pela Corte de Apelação de Roma em maio.
Entre na conversa da comunidade