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Marcha para Jesus tem tom de campanha e disputa de narrativas

Marcha para Jesus em São Paulo vira palco de campanha com ataques a Lula e aproximação entre aliados de Bolsonaro

Ato em São Paulo marcou a reaproximação do governador Tarcísio de Freitas e Flávio Bolsonaro, com relações estremecidas após o caso Dark Horse
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  • Milhares de fiéis acompanharam a Marcha para Jesus em São Paulo, durante o feriado de Corpus Christi, com a participação de pré-candidatos e autoridades.
  • O senador Flávio Bolsonaro discursou dizendo que o mal “vai ser expulso do governo deste Brasil” e citou o pai, Jair Bolsonaro.
  • Ronaldo Caiado aproveitou o momento para criticar o governo Lula, defendendo dignidade e combate à corrupção.
  • O advogado-geral da União, Jorge Messias, representou o governo; o presidente Lula participou por meio de uma ligação ao líder religioso, explicando não participar de eventos religiosos em época eleitoral.
  • O ato marcou uma reaproximação entre Flávio Bolsonaro e o governador Tarcísio de Freitas, em meio a controvérsias envolvendo o filme Dark Horse e a ONG ICB.

A Marcha para Jesus, realizada em São Paulo no feriado de Corpus Christi, reuniu milhares de fiéis e recebeu a presença de pré-candidatos. Discursos previstos para o evento tiveram tom de campanha, com críticas à gestão Lula e defesa de propostas de governo. O ato ocorreu em vias da cidade, com presença de autoridades e representantes religiosos.

Entre os presentes estavam o senador Flávio Bolsonaro, o governador Tarcísio de Freitas, o ex-governador Ronaldo Caiado e o prefeito Ricardo Nunes. Além deles, compareceram o advogado-geral da União, Jorge Messias, representando o governo, e o ministro André Mendonça, do STF. A organização foi liderada por Estevam Hernandes, líder do movimento.

Flávio Bolsonaro, pré-candidato pelo PL, afirmou que o mal será expulso do governo neste ano. Caiado aproveitou para falar de dignidade e integridade moral, citando combate à corrupção. Em discurso, ambos buscaram associar o ato a propostas para o futuro do país. O tom foi de confronto político, com ênfase em propostas partidárias.

O presidente Lula participou de uma ligação com Hernandes, respondendo à ausência no ato por motivos eleitorais. Lula explicou que não participa de eventos religiosos em período eleitoral para não parecer utilização de algo sagrado para benefício político. O pedido de diálogo ocorreu por meio do AGU, em uma interação divulgada pela organização.

Messias, em discurso, ressaltou que a marcha não é espaço para comícios e que o objetivo é renovar fé. Ele também comentou sobre expectativas de possível indicação ao STF, ressaltando que ainda há etapas a cumprir. O tema histórico envolvendo o seu nome em órgãos não foi decidido naquele momento.

Reaproximação

A participação reforçou a reaproximação entre Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas. A relação ficou tensa após denúncias envolvendo financiamento de projetos associados a filmes sobre o ex-presidente. O governador paulista abriu espaço para que o senador se explique sobre as tratativas de recursos com uma instituição financeira.

Na última semana, Tarcísio defendeu a Polícia Civil diante de críticas de Flávio sobre investigações envolvendo uma ONG ligada ao projeto do filme. As acusações envolviam contratos com a Prefeitura de São Paulo para instalação de rede wi‑fi, em investigação de possíveis irregularidades.

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