- A Marcha para Jesus, em São Paulo, acomodou a participação de pré-candidatos da direita, com Flávio Bolsonaro no trio elétrico em tom eleitoral.
- Flávio Bolsonaro afirmou que a eleição é uma “guerra espiritual” e ligou o governo de Lula ao mal, pedindo apoio de evangélicos para trocar o comando.
- Lula não esteve no evento; ligou para o apóstolo Estevam Hernandes para dizer que não mistura religião e política, designando o advogado-geral da União, Jorge Messias, como representante.
- O papel de Jorge Messias foi apresentar a posição do governo sobre a participação religiosa em eventos políticos.
- A atuação de figuras conservadoras no evento é interpretada como uso político da marcha religiosa.
A Marcha para Jesus realizada na quinta-feira, 4, em São Paulo, serviu de palanque para atletas da direita. No trio elétrico, Flávio Bolsonaro, senador e pré-candidato do PL, fez um discurso com tom político, apresentando a disputa presidencial como uma guerra espiritual. Ele associou o governo atual ao mal, em referência ao atual presidente Lula.
O evento contou com a presença de Tarcísio de Freitas, também citado como apoiador, e de Nunes, entre os organizadores e participantes. Flávio pediu apoio de evangélicos para a troca do comando do governo, alinhando a narrativa do ato com objetivos eleitorais.
Segundo apurações da organização, o ato ocorreu dentro do calendário oficial da marcha, com participação de lideranças religiosas e simpatizantes da agenda conservadora. O objetivo central, segundo relatoções, foi mobilizar o eleitorado para a eleição presidencial.
Lula, que não compareceu ao evento, ligou para o responsável pela marcha, apóstolo Estevam Hernandes, para esclarecer que não há espaço para mistura entre religião e eleições. O presidente encaminhou a mensagem por meio do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a interlocução institucional.
A comunicação de Lula reforçou a posição de separar religião e política em ambientes públicos. O contato também visou evitar interpretações de envolvimento institucional com eventos religiosos. Não houve detalhamento público de novas adesões ou apoios formais.
No contexto, o episódio evidencia a presença de eventos religiosos como palcos de debates políticos. Autoridades e organizadores destacam a necessidade de manter a neutralidade entre fé e atuação governamental, mesmo em espaços de grande mobilização popular.
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