Em Alta Copa do Mundo NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisConflitosPolítica

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Marcha para Jesus vira palanque da direita em São Paulo

Marcha para Jesus em São Paulo vira palanque da direita; Flávio Bolsonaro faz apelo eleitoral, e Lula afirma não misturar religião e política

Flávio ao lado de Tarcísio e Nunes: presidenciável pediu apoio a evangélicos para trocar o comando do governo — Foto: Maria Isabel Oliveira/O Globo
0:00
Carregando...
0:00
  • A Marcha para Jesus, em São Paulo, acomodou a participação de pré-candidatos da direita, com Flávio Bolsonaro no trio elétrico em tom eleitoral.
  • Flávio Bolsonaro afirmou que a eleição é uma “guerra espiritual” e ligou o governo de Lula ao mal, pedindo apoio de evangélicos para trocar o comando.
  • Lula não esteve no evento; ligou para o apóstolo Estevam Hernandes para dizer que não mistura religião e política, designando o advogado-geral da União, Jorge Messias, como representante.
  • O papel de Jorge Messias foi apresentar a posição do governo sobre a participação religiosa em eventos políticos.
  • A atuação de figuras conservadoras no evento é interpretada como uso político da marcha religiosa.

A Marcha para Jesus realizada na quinta-feira, 4, em São Paulo, serviu de palanque para atletas da direita. No trio elétrico, Flávio Bolsonaro, senador e pré-candidato do PL, fez um discurso com tom político, apresentando a disputa presidencial como uma guerra espiritual. Ele associou o governo atual ao mal, em referência ao atual presidente Lula.

O evento contou com a presença de Tarcísio de Freitas, também citado como apoiador, e de Nunes, entre os organizadores e participantes. Flávio pediu apoio de evangélicos para a troca do comando do governo, alinhando a narrativa do ato com objetivos eleitorais.

Segundo apurações da organização, o ato ocorreu dentro do calendário oficial da marcha, com participação de lideranças religiosas e simpatizantes da agenda conservadora. O objetivo central, segundo relatoções, foi mobilizar o eleitorado para a eleição presidencial.

Lula, que não compareceu ao evento, ligou para o responsável pela marcha, apóstolo Estevam Hernandes, para esclarecer que não há espaço para mistura entre religião e eleições. O presidente encaminhou a mensagem por meio do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a interlocução institucional.

A comunicação de Lula reforçou a posição de separar religião e política em ambientes públicos. O contato também visou evitar interpretações de envolvimento institucional com eventos religiosos. Não houve detalhamento público de novas adesões ou apoios formais.

No contexto, o episódio evidencia a presença de eventos religiosos como palcos de debates políticos. Autoridades e organizadores destacam a necessidade de manter a neutralidade entre fé e atuação governamental, mesmo em espaços de grande mobilização popular.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais