- Márcio França (PSB) confirmou que segue pré-candidato ao Senado em São Paulo, resistindo à pressão para ser presidente da chapa de Haddad como vice.
- Lula tem pressionado para que França integre a chapa ao lado de Simone Tebet e Marina Silva, com Haddad buscando alianças para o governo paulista.
- O PSB diz não ver problema em ocupar as duas vagas ao Senado, e as convenções só ocorrem em julho.
- A pesquisa Genial/Quaest, de final de abril, mostra França em segundo lugar, empatado com o atual líder na disputa pelo Senado; Tebet lidera com cento e poucos por cento.
- Em 2022, França disputou o Senado e perdeu para Marcos Pontes; neste ano, serão duas vagas em disputa em outubro.
Márcio França, ex-ministro do PSB, afirmou na tarde desta sexta-feira, 5, que mantém a pré-candidatura ao Senado. A declaração foi publicada em suas redes sociais, resistindo à pressão para aceitar ser vice de Haddad no governo de São Paulo. O alvo de Haddad é compor uma chapa ao Senado com Tebet e Marina Silva.
Acontece em meio a cobranças de Lula para que França aceite a vice-presidência na chapa de Haddad. O presidente recebeu França na semana anterior para discutir o assunto, mas, até o momento, não houve definição. As conversas sobre o formato da chapa seguem com prazo até as convenções em julho.
França vem recebendo apoio de parte do PSB, que sustenta a possibilidade de ocupar as duas vagas ao Senado. O ex-ministro publicou uma pesquisa que o aponta como líder na corrida ao Senado em São Paulo, o que reforça a sua posição.
Segundo a última votação, França ficou em segundo lugar na eleição de 2022, atrás de Marcos Pontes. Naquela disputa, apenas uma vaga seria disputada; neste ano, serão duas vagas ao Senado. França conquistou 36,3% dos votos no pleito anterior, Pontes, 49,7%.
França já ocupou cargos de destaque no estado, tendo sido vice-governador em 2014 na chapa de Geraldo Alckmin e governador em 2018 após a renúncia de Alckmin. Na campanha de 2018, perdeu em um segundo turno muito acirrado para João Doria. O cenário para 2026 envolve várias incógnitas e mudanças na política paulista.
Cenário eleitoral
- A disputa entre Senado em São Paulo ganha dinamismo com a possibilidade de Tebet liderar o grupo, seguido por França.
- AExecutiva do PSB sinaliza abertura para as duas vagas, caso haja consenso entre as lideranças.
- Convenções ocorrem em julho, quando devem ficar definidas as alianças oficiais.
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