- O corregedor nacional de Justiça e ministro do Superior Tribunal de Justiça, Mauro Campbell, afirmou que a remuneração dele está abaixo do que considera adequado dada a carga de trabalho na corte.
- Campbell participou de entrevista durante o Fórum de Lisboa, promovido pelo ministro Gilmar Mendes.
- Dados do Portal da Transparência do STJ mostram remuneração líquida de aproximadamente R$ 141 mil em abril; março teve cerca de R$ 122 mil e fevereiro, R$ 127 mil.
- Os valores superam o teto constitucional do funcionalismo, fixado em R$ 46.300, equivalente ao salário de ministros do Supremo Tribunal Federal.
- O STF aprovou novas regras que limitam verbas adicionais e mantêm o teto, com vigência a partir de abril (pagamentos de maio), e estabelecem o teto somado de 70% para vantagens, dividido entre tempo de carreira e benefícios.
Mauro Campbell, corregedor nacional de Justiça e ministro do STJ, afirmou que sua remuneração está aquém do que considera adequado dada a carga de trabalho na Corte. A declaração ocorreu nesta quinta-feira, durante entrevista ao canal STF em Foco, no Fórum de Lisboa.
Segundo Campbell, já julgou milhares de processos no STJ e entende que o salário não acompanha o volume de trabalho. Ele citou a soma de tarefas e ressaltou que merece remuneração à altura do que realiza pelo país.
Dados do Portal da Transparência do STJ indicam que Campbell recebeu cerca de R$ 141 mil em abril, com R$ 122 mil líquidos em março e R$ 127 mil em fevereiro. Os valores incluem vencimentos e adicionais.
Contexto e regras atuais
O STF atualizou, em março, normas sobre teto e extras para magistrados e membros do MP, até a criação de uma lei nacional. A decisão preserva o teto constitucional e restringe pagamentos sem lastro legal.
As novas diretrizes, acompanhadas pelo CNJ, entram em vigor a partir de abril, impactando pagamentos a partir de maio. A soma de vantagens não pode exceder 70% do teto de R$ 46.300,00.
Impacto financeiro e próximos passos
Esse limite abrange diárias, gratificações e acúmulo de funções, com divisão entre tempo de carreira e benefícios. O objetivo é padronizar verbas adicionais e evitar pagamentos superiores ao teto.
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