- CEOs das maiores empresas de IA assinam carta ao Congresso dos EUA pedindo que a triagem de DNA e RNA sintéticos seja obrigatória para evitar que IA ajude na construção de armas biológicas.
- Signatários incluem Dario Amodei (Anthropic), Sam Altman (OpenAI), Demis Hassabis (Google DeepMind) e Mustafa Suleyman (Microsoft AI), além de especialistas e vencedores do Nobel.
- A carta foi organizada pela Foundation for American Innovation e pelo Institute for Progress e foi publicada na quarta-feira, três.
- O documento observa que o DNA sintético é comum na ciência e que a IA pode reduzir barreiras de conhecimento, aumentando o risco de uso indevido.
- O pedido é pelo Biosecurity Modernization and Innovation Act of 2026, que tornaria obrigatória a triagem de pedidos de ácidos nucleicos sintéticos e dos equipamentos de produção, com registro dos pedidos.
Os CEOs das maiores empresas de IA do mundo uniram forças para alertar o Congresso dos EUA sobre riscos de armas biológicas associadas a avanços da IA. Em uma carta publicada na quarta-feira, 3, solicitam que a triagem de DNA e RNA sintéticos seja obrigatória, para impedir que a IA facilite ataques biológicos.
Entre os signatários estão Dario Amodei (Anthropic), Sam Altman (OpenAI), Demis Hassabis (Google DeepMind) e Mustafa Suleyman (Microsoft AI). O documento foi organizado pela Foundation for American Innovation e pelo Institute for Progress, ambos de atuação não partidária.
O texto descreve que o DNA sintético mudou a prática científica, com acesso online a insumos usados em pesquisa, vacinas e diagnósticos. A IA pode tornar esse processo mais acessível e ampliar o risco de uso indevido, segundo a carta.
Contexto e pedido
A carta recomenda que o Congresso torne obrigatória a triagem de pedidos de ácidos nucleicos sintéticos e dos equipamentos de síntese. Hoje, a triagem funciona de forma voluntária em muitas empresas, mas o grupo defende lei que a torne mandatória.
O Biosecurity Modernization and Innovation Act of 2026, apresentado em fevereiro por senadores, estabelece esse framework federal. A proposta busca criar padrões nacionais para registrar pedidos e verificar clientes antes do envio.
Segundo a carta, a triagem já é adotada por fornecedores de genética de forma voluntária e ajuda a rastrear atividades suspeitas. Os signatários ressaltam a necessidade de ação rápida diante da evolução acelerada da IA.
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