- O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, alegou fraude eleitoral após o primeiro turno, citando mudanças no censo, no software de transmissão e manipulação de votos.
- Observadores internacionais, incluindo a Missão de Observação da União Europeia, rejeitaram as alegações e reforçaram que o processo foi transparente.
- Petro publicou um vídeo com leitura de atas de consulados nos Estados Unidos, destacando suposta votação inflada, mas a AFP apontou leitura incorreta de datas e dias diferentes nas atas.
- A ata de votação que gerou a confusão corresponde a dias distintos (25 de maio e 31 de maio) e foi registrada separadamente, segundo a Missão de Observação Eleitoral colombiana.
- O Registro Civil informou encerramento da apuração e que houve reclamações em menos de 1% das seções por parte de testemunhas dos candidatos e partidos.
Gustavo Petro, presidente da Colômbia, voltou a questionar a lisura do resultado do primeiro turno das eleições, alegando fraude. Entre os argumentos, citou supostas mudanças no censo eleitoral, alterações no software de transmissão dos dados e manipulação de votos. Observadores internacionais, porém, contestaram as alegações.
A afirmação de fraude foi feita ao longo da semana após o pleito, que apontou Abelardo de la Espriella, da direita, como vencedor com leve vantagem sobre o candidato de esquerda. O segundo turno está marcado para 21 de junho, entre os dois candidatos mencionados.
Na leitura de atas eleitorais, Petro compartilhou um vídeo que, segundo ele, mostraria irregularidades em consulados dos EUA. A leitura foi considerada incorreta por especialistas, que destacaram que dados de data diferente foram comparados como se fossem do mesmo dia. As atas oficiais estão disponíveis no site do Registro Civil colombiano.
Verificações e contexto técnico
A equipe de checagem da AFP avaliou as imagens e concluiu que houve confusão de datas. O vídeo apresentava votos de 31 de maio num consulado de Los Angeles com 56 votos para De la Espriella, mas os 694 votos citados referiam-se a 25 de maio, em ata registrada separadamente. Isso ocorreu em uma outra seção, conforme explica a Missão de Observação Eleitoral colombiana.
Observadores internacionais se posicionaram sobre o processo. A Missão de Observação da União Europeia qualificou as eleições como transparentes, ressaltando, porém, que a desinformação pode abalar a confiança nas instituições. O Registro Civil informou o encerramento da apuração e queixas de menos de 1% das seções, apresentadas por testemunhas de candidatos e partidos, foram registradas.
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