- A Polícia Federal avalia pedir à Interpol a difusão prateada de Daniel Vorcaro para rastrear ativos no exterior, dependente de manifestação da Procuradoria-Geral da República e de decisão do STF, com anuência das autoridades americanas.
- A investigação associa valores enviados aos Estados Unidos, cerca de R$ 60 milhões, a possível financiamento do filme Dark Horse sobre Jair Bolsonaro.
- O dinheiro teve como intermediário o senador Flávio Bolsonaro; o fundo nos EUA é controlado por um advogado ligado a Eduardo Bolsonaro.
- O chefe da Polícia Federal, delegado Andrei Rodrigues, entende ser importante instaurar um inquérito específico para apurar se os recursos também financiaram o filme.
- Vorcaro negocia há cerca de três meses uma delação premiada na Operação Compliance Zero; a primeira tentativa falhou e ele diz ter repassado dinheiro a políticos por amizade, sem exigir contrapartidas.
A Polícia Federal avalia pedir à Interpol a inclusão de Daniel Vorcaro na difusão prateada para rastrear ativos no exterior. A medida faz parte da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes bilionárias envolvendo o ex-dono do Banco Master. A PF busca identificar remessas que teriam saído do país.
A investigação aponta para valores enviados aos Estados Unidos, possivelmente usados para financiar o filme Dark Horse, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. O montante citado é de aproximadamente R$ 60 milhões, intermediado por um advogado ligado a Eduardo Bolsonaro, segundo apurações.
Vorcaro negocia há cerca de três meses uma delação premiada na operação. A primeira tentativa de acordo falhou, e o investigado tem aberto mão de endurecer a proposta. O caso envolve ainda autoridades, o STF e a PGR, que precisam aprovar o encaminhamento à Interpol.
Avanços e próximos passos
O chefe da Polícia Federal, delegado Andrei Rodrigues, destaca que pode haver um inquérito específico para confirmar o destino das remessas. A decisão sobre incluir Vorcaro na difusão prateada depende de parecer da PGR e de decisão do STF sobre a competência do ministro responsável.
A depender de autorização, pode ficar sob a relatoria de André Mendonça, ou de Alexandre de Moraes, responsável por investigações envolvendo Eduardo Bolsonaro. A tramitação envolve cooperação internacional com autoridades americanas.
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