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PGR pede retorno ao STF em caso de respiradores não entregues com Rui Costa

PGR solicita envio do caso de respiradores não entregues, comprados pelo Consórcio do Nordeste sob Rui Costa, ao STF, após decisão do STJ

O ex-ministro Rui Costa (PT), chefe da Casa Civil
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  • A PGR pediu que o caso contra o ex-ministro da Casa Civil Rui Costa seja remetido ao Supremo Tribunal Federal (STF).
  • A ação envolve a compra de 300 respiradores para a Covid-19 pelo Consórcio do Nordeste, em 2020, que custaram 48,7 milhões de reais e não foram entregues.
  • A decisão retorna ao STF porque, em casos de mandatos sucessivos, prevalece o foro mais alto; o inquérito já havia saído do STF para o STJ.
  • A Polícia Federal realizou operação em 2024 para recuperar recursos supostamente desviados na aquisição; a investigação envolve licitação, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
  • Em janeiro de dois mil e vinte e cinco, o Tribunal de Contas da União afastou Rui Costa da responsabilidade no caso; houve tomada de contas especial contra a Hempcare.

O Ministério Público Federal pediu o envio do caso contra o ex-ministro da Casa Civil Rui Costa ao STF. A ação envolve a compra de 300 ventiladores pulmonares durante a pandemia de Covid-19, no valor de 48,7 milhões de reais, que não foram entregues. A peça sustenta que, em casos de mandatos sucessivos, há prevalência do foro superior; no caso, o STF.

O inquérito tramita atualmente no STJ, após decisão do então ministro Flávio Dino, em agosto do ano passado, que determinou a redistribuição. Dino argumentou que os supostos atos ocorreram quando Rui Costa era governador da Bahia, e não ministro de Estado, o que justificaria a competência do STJ.

Contexto e desdobramentos

A compra foi fechada em 2020, no auge da pandemia, quando Rui Costa presidia o Consórcio do Nordeste, composto por estados da região para aquisição dos equipamentos. A Hempcare, empresa fornecedora de medicamentos à base de cannabis, recebeu o pagamento antecipado, mas não cumpriu o contrato.

A Polícia Federal realizou operação em 2024 para recuperar recursos públicos supostamente desviados na aquisição. De acordo com a PF, os delitos apurados incluem licitações fraudulentas, desvio de recursos, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa.

A Folha de S. Paulo entrou em contato com Rui Costa, que comenta estar envolvido em processo eleitoral para o Senado e não se posicionou sobre o pedido do Ministério Público. Em dezembro de 2021, o ex-ministro afirmou ter sido vítima de pessoas desonestas, citando um “momento de desespero” para adquirir respiradores.

Em janeiro de 2025, o TCU afastou Rui Costa da responsabilidade no caso. O processo contra Costa e Carlos Eduardo Gabas, então secretário-executivo do Consórcio, foi arquivado por 5 votos a 2. O tribunal também determinou a abertura de tomado de contas especial contra a Hempcare para recomposição de danos ao erário.

O ministro do TCU Jorge Oliveira, relator, apontou que o pagamento adiantado ocorreu sem cautelas suficientes para reduzir o risco de inadimplência por parte da empresa.

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