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Políticos na Marcha para Jesus dominam menções negativas nas redes sociais

Presença de políticos domina menções negativas; uso eleitoral da Marcha para Jesus é principal foco de críticas nas redes

Flávio Bolsonaro discursa na Marcha para Jesus; pré-candidato a presidente dividiu palco com Tarcísio de Freitas, Ricardo Nunes e outros políticos de direita Foto Tiago Queiroz/Estadão
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  • A Marcha para Jesus, realizada na quinta-feira, teve 53,4% de menções negativas nas redes, segundo a AP Exata, devido ao uso político do evento e ao protagonismo político.
  • Entre as menções, 28,9% foram positivas e 17,7% neutras; o tema religioso ficou em segundo plano no debate público, com 6,9% das menções ligadas à fé e à música gospel.
  • participaram os pré-candidatos Flávio Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado (PSD), além do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB); o ministro Jorge Messias, da Advocacia-Geral da União, também esteve, mas não discursou.
  • 30,6% das menções trataram do uso eleitoral do evento; Flávio Bolsonaro teve 24,8% das menções, em boa parte associadas ao discurso sobre uma “guerra espiritual”.
  • sobre participação do público, houve 10,7% de menções ao comparecimento; estimativas variaram entre 29,8 mil e 37,8 mil participantes, com a nota de que a contagem inicial de dois milhões não foi confirmada.

A Marcha para Jesus, realizada na quinta-feira 4, gerou uma maior attentção nas redes sobre a participação de políticos no evento. Levantamento da AP Exata aponta 53,4% de menções negativas, com 28,9% positivas e 17,7% neutras, em monitoramento de 200 mil mensagens no Instagram e no X entre 3 e 5 de junho.

A análise aponta que o principal motivo das críticas foi o que uma parte do público percebe como uso eleitoral do ato religioso. Entre os temas mais citados, 30,6% tratam do aspecto político do evento, seguido pela menção a Flávio Bolsonaro como figura de maior impacto.

Participação de figuras políticas

Entre os participantes, Flávio Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado (PSD) tiveram destaque em menções, seguidos por Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Ricardo Nunes (MDB). Jorge Messias, chefe da Advocacia-Geral da União, também esteve presente, mas sem discursar.

O levantamento indica que a repercussão envolvendo Flávio Bolsonaro esteve associada a discursos sobre guerra espiritual e ao argumento de a Marcha ser resposta ao que ele chamou de mundo do mal. Outros pontos citados envolvem o desgaste político em torno de aliados após vídeos e visitas internacionais.

Repercussão entre diferentes apoiadores

Ao lado do polo de direita, o representante de Lula no evento, o advogado-geral da União, foi citado em 14,9% das menções, principalmente por declarações sobre a composição do evento. A presença de Tarcísio de Freitas e Ricardo Nunes somou 8,1% das citações, com críticas à distribuição de palanques.

Dados sobre público

Além da dimensão política, 10,7% das menções trataram da participação de público. A organização inicialmente estimou 2 milhões de pessoas, mas cálculos de fontes independentes indicam cerca de 33,8 mil participantes até o meio da manhã. A margem de erro do estudo é de 12%.

Contexto religioso

Sobre o aspecto religioso, fé e músicas gospel representaram 6,9% das menções, indicando que o debate público girou mais em torno de política do que da fé ou da programação religiosa do evento.

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