- O promotor Fábio Vieira afirma que Monique Medeiros deixou o filho Henry Borel ser torturado e aponta nulidades no processo, cabendo recurso para anular o julgamento.
- Jairinho foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pela morte de Henry; Monique recebeu perdão judicial e teve a acusação de homicídio doloso desclassificada para homicídio culposo por omissão.
- Monique deixou a Penitenciária Talavera Bruce, em Bangu, na tarde de quinta-feira, conforme a reportagem.
- Leniel Borel, pai de Henry, classificou a decisão como enorme aberração jurídica e questionou o perdão judicial, afirmando que Monique foi omissa.
- A defesa de Monique divulgou nota afirmando respeito à decisão e destacando que o júri baseou-se nas provas; ressalta a necessidade de refletir sobre violência doméstica e soberania dos vereditos.
Henry Borel: promotor aponta que Monique deixou filho ser torturado; julgamento pode ser anulado, segundo ele. Em entrevista à CNN Brasil, o promotor Fábio Vieira afirmou que Monique Medeiros, mãe da criança, teria tido participação na situação. Também disse ter apresentado recurso para contestar o veredito.
Vieira explicou ainda que houve nulidades no processo, segundo ele, e revelou estar surpreso com comemorações ligadas à defesa de Monique após a condenação por omissão na tortura. O promotor apresentou argumentos para revertê-lo.
Condenações do caso
Jairinho, oficial Jairo Souza Santos Júnior, foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pela morte de Henry Borel. Monique Medeiros recebeu perdão judicial, com a desclassificação de homicídio doloso para culposo, mantendo a responsabilidade por omissão.
Após a decisão, Monique deixou a Penitenciária Talavera Bruce, no Complexo de Gericinó, na zona oeste do Rio, na tarde de quinta-feira. A defesa afirmou que a decisão foi recebida com respeito e enfatizou a soberania dos veredictos.
Reação do pai da criança
Leniel Borel, pai de Henry, classificou a sentença como uma aberração jurídica. Em entrevista, afirmou que a decisão demonstra parcialidade e que pretende recorrer. Questionou o uso do perdão judicial em crime doloso contra a vida.
Defesa de Monique
A defesa divulgou nota destacando que o júri é garantia constitucional e que as provas foram analisadas conforme as regras. Comunica ainda que Monique não cometeu agressão direta e reconhece que falhou em detectar sinais de violência.
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