- Lula provocou o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, na reunião ministerial de quarta-feira, 3, diante de todos os ministros, envolvendo a crise após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF.
- O atrito entre Executivo e Legislativo persiste desde a decisão do Senado de rejeitar Messias, com cada lado atribuindo a responsabilidade ao outro.
- Para Lula, Alcolumbre criou o problema ao analisar a indicação de Messias de forma independente; para Alcolumbre, Lula criou o problema ao não aceitar a derrota no Legislativo.
- A ruptura permanece sem previsão de encontro entre eles para pacificar a relação, em meio ao cenário de aproximação da eleição da mesa do Senado.
- Aliados ficaram surpresos com a postura de Lula, que, segundo fontes, não tem dialogado com o chefe do Congresso desde o episódio.
Na reunião ministerial de quarta-feira, 3, o relacionamento entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, ficou ainda mais tenso. Lula se dirigiu a Alcolumbre na presença de ministros, provocando-o publicamente.
A crise decorre da rejeição, pelo Senado, da indicação de Jorge Messias ao STF. Desde então, Lula não se dirige a Alcolumbre, que acusa o presidente de ter criado o impasse ao aceitar o resultado eleitoral de forma distinta no Legislativo. A relação entre os dois supervisores está rompida.
Contexto da disputa
Alcolumbre afirma que Lula protagoniza a atual crise, destacando que o Congresso precisa do apoio popular para avançar. O senador é visto como atuante politicamente, buscando manter contato com a base de apoio no Senado e no eleitorado.
Situação atual
Não houve reunião prevista entre as lideranças para reatar o diálogo. A tensão se mantém entre Executivo e Legislativo, com perspectivas de encontro ainda sem confirmação. O desgaste político envolve também o cenário eleitoral de outubro.
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