- O Senado dos EUA aprovou, na madrugada de sexta, o uso de 70 bilhões de dólares em fundos adicionais para aplicação de imigração, para os próximos três anos, direcionados ao ICE e à Border Patrol; o texto segue para a Câmara dos Deputados para a votação final.
- A Câmara não deve votar o projeto antes da próxima semana, conforme líderes republicanos.
- Em meio ao debate, deputados tentaram inserir emendas não relacionadas à imigração, incluindo proibição de uso de verbas para a construção de um ballroom de 90 mil pés quadrados no Complexo da Casa Branca; nenhuma emenda foi aprovada.
- Também houve votação sobre um fundo de “anti-weaponization” que poderia compensar aliados de Trump; a medida foi derrotada em 50 a 49, revelando tensões entre Republicanos.
- A maior parte do dinheiro aprovado seria destinada às agências de imigração do Departamento de Segurança Interna, intensificando as deportações; críticos veem o fundo como uma ameaça ao papel do Congresso.
O Senado dos Estados Unidos encerrou a sessão desta sexta-feira com apoio à requisição do presidente para liberar 70 bilhões de dólares em recursos adicionais para a aplicação de imigração. A medida, que é vista como parte de uma ofensiva de deportação, deverá ser encaminhada à Câmara dos Representantes para votação final. A expectativa é de que a Câmara não vote o texto antes da próxima semana.
A proposta destina a maior parte dos recursos à Agência de Imigração e Alfândega (ICE) e à Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP), fortalecendo operações de remoção de migrantes ao longo dos próximos três anos. A votação ocorreu após um longo debate, marcado por tentativas de emendas não relacionadas ao tema. Entre elas, propostas sobre o uso de fundos federais para um salão de 90 mil pés quadrados no Smith Court e sobre um fundo anti-weaponização.
Debate e apostas políticas
As negociações incluíram tentativas de proibir ou bloquear fundos que críticos associam a favored allies do governo. Tais propostas não foram aprovadas, e o foco permaneceu na viabilidade e no impacto financeiro da iniciativa. A oposição expressou preocupações sobre o uso de recursos públicos para apoiar aliados políticos.
Diante do impasse, alguns senadores republicanos defenderam emendas que condicionassem ou bloqueassem parte dos recursos. O líder democrata Chuck Schumer reiterou a oposição a fundos vinculados a interesses políticos, apontando riscos à ordem constitucional. O desfecho da matéria depende agora da Câmara, que deve se debruçar sobre o texto na próxima semana.
O governo destaca que a medida complementa cerca de 100 bilhões de dólares já não usados em verbas de segurança interna, aprovadas no ano anterior. A aprovação no Senado ocorreu em meio a uma atmosfera de contorno político, com avaliações de apoio público variando entre os estados do país.
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