- Senado aprovou projeto que destina US$ 70 bi ao Departamento de Segurança Interna para ações de fiscalização migratória, encaminhando a proposta à Câmara.
- A maior parte do recurso deve ir ao Immigration and Customs Enforcement (ICE) e à Patrulha de Fronteira, agências do DHS responsáveis pela campanha de deportações.
- A aprovação ocorreu por 52 votos a 47, sem apoio dos democratas e sem incluir a cláusula que proibiria o fundo de US$ 1,8 bi contra a “instrumentalização política”.
- A Câmara dos Representantes deve analisar a matéria na próxima semana, enquanto críticos veem o fundo como prejudicial à independência do Congresso.
- Houve disputas entre republicanos sobre emendas e sobre o futuro do fundo, com algumas tentativas de extingui-lo, sem sucesso na votação final.
O Senado dos EUA aprovou, na madrugada de sexta-feira (5), um projeto que destina 70 bilhões de dólares ao Departamento de Segurança Interna para ações de fiscalização migratória, enviando a proposta à Câmara para análise final. O veto a cláusulas específicas não foi incluído e a maioria republicana aprovou o texto.
A maior parte do financiamento deverá ir ao ICE e à Patrulha de Fronteira, as duas agências do DHS envolvidas na ampla campanha de deportações do governo de Donald Trump. A medida visa financiar operações pelos próximos três anos.
A votação ocorreu com 52 votos a 47, sem apoio dos democratas. Um republicano votou contra, e não houve a inclusão do fundo anti-weaponization de 1,8 bilhão de dólares, criticado por parlamentares que o classificam como instrumento de favorecimento político.
Detalhes da votação e posições
Líder republicano no Senado, John Thune, afirmou que a questão do fundo estava resolvida, citando depoimento do secretário interino de Justiça. Democratas discordam e pedem garantias adicionais, alegando falta de clareza sobre o foco do recurso.
Democratas tentaram eliminar o fundo, o que acirrou o atrito. A tentativa fracassou por estreita margem, exposta em divergências entre membros do partido republicano, pouco antes das eleições de meio de mandato.
A Câmara deve analisar a proposta apenas na semana seguinte. O debate incluiu propostas para impedir uso de recursos no fundo contra suposta instrumentalização política, sem sucesso em emendas aprovadas.
Entre na conversa da comunidade