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Ações de Trump afetam a imagem de Flávio Bolsonaro nas redes sociais

Classificação do PCC e do CV como terroristas amplia a exposição de Flávio Bolsonaro, mas sobretaxas dos EUA e ataques de Lula mantêm pressão nas redes

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebe o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na Casa Branca - (./Reprodução)
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  • Decisões do governo dos Estados Unidos impactaram o Brasil, dando um respiro inicial a Flávio Bolsonaro, mas depois trouxeram repercussões negativas nas redes.
  • Flávio Bolsonaro esteve em Washington, foi recebido na Casa Branca por Donald Trump e publicou foto para fortalecer a imagem de apoio à direita no Brasil; dias depois, os EUA classificaram o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas.
  • Levantamento da Ativaweb DataLab apontou mais de vinte e três milhões de menções sobre o tema em menos de um dia, com 42,8% de apoio e 38,6% de oposição à classificação dos grupos.
  • O governo dos Estados Unidos também anunciou sobretaxas às exportações brasileiras, que podem chegar a 37,5%, o que levou o presidente Lula a responsabilizar a família Bolsonaro pela medida.
  • Flávio reagiu com um vídeo pedindo a Trump que não taxasse as exportações e lançou uma carta a Marco Rubio solicitando a suspensão das sobretaxas; o meme “Tariflávio” ganhou projeção nas redes.

O governo de Donald Trump, nos EUA, trouxe impactos para o Brasil que se refletiram na imagem de Flávio Bolsonaro nas redes. As mudanças repercutiram rapidamente, gerando ganhos e tropeços para o senador do PL-RJ. A trajetória começou com o manejo de pautas internacionais que influenciam o cenário brasileiro.

Flávio Bolsonaro esteve envolvido em revelações sobre uma tentativa de obtenção de apoio financeiro de 134 milhões de reais junto a Daniel Vorcaro, empresário do Banco Master, para financiar uma cinebiografia de Jair Bolsonaro. Em seguida, o senador viajou a Washington e foi recebido na Casa Branca por Trump. Além da visita, houve uma tentativa de uso político da foto para reforçar a imagem do grupo de direita no Brasil.

Levantamento da Ativaweb DataLab aponta que, em menos de 24 horas, após a divulgação do novo status de organizações, o PCC e o CV, como terroristas, ocorreram mais de 23 milhões de menções em redes. O equilíbrio de menções mostrava leve vantagem de apoio a Flávio Bolsonaro naquele momento, com 42,8% a favor e 38,6% contrários.

Reviravolta

A agenda política ganhou novo impulso com medidas econômicas dos EUA. O governo norte-americano anunciou sobretaxas às exportações brasileiras que podem chegar a 37,5%. O presidente Lula aproveitou o momento para reagir, atribuindo a famílias ligadas a Bolsonaro a responsabilidade pela ofensiva econômica. Lula chamou as ações de prejudiciais aos brasileiros, citando impactos sobre exportadores e trabalhadores.

Essa ofensiva teve registro positivo nas redes. Em poucas horas, o tema gerou cerca de 15 milhões de menções, com 78% conectando os filhos de Bolsonaro aos tarifazos e aos riscos da intervenção americana na economia do Brasil. Flávio Bolsonaro respondeu com velocidade, gravando um vídeo para pedir a Trump que não taxe as exportações.

Além disso, o senador divulgou uma carta solicitando a suspensão das sobretaxas ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. A reação nas redes continuou intensa, incluindo o uso do meme Tariflávio, que ganhou projeção entre apoiadores e opositores.

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