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Candidato de esquerda à Presidência do Peru é julgado às vésperas do 2º turno

Justiça envia a julgamento a candidatura de Roberto Sánchez por suposta declaração falsa de financiamento de partido, dois dias antes do segundo turno

Roberto Sanchez durante conferência em 5 de junho de 2026. Foto: ERNESTO BENAVIDES/AFP
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  • Justiça do Peru decidiu enviar a julgamento Roberto Sánchez, candidato da esquerda à presidência, por suposta declaração falsa de financiamento de partido há cerca de seis anos.
  • O processo ocorre dois dias antes do segundo turno, no qual Sánchez enfrentará Keiko Fujimori; a apelação é cabível.
  • Ministério Público pediu pena de cinco anos e quatro meses de prisão; a defesa informou que vai recorrer em até uma semana.
  • A acusação aponta inconsistências em informes do partido Juntos pelo Peru entre 2018 e 2020, com mais de $ 57 mil não declarados.
  • Sánchez afirma que o caso é uma mentira e diz que, se vencer, terá imunidade prevista pela Constituição, além de defender relações respeitosas com os Estados Unidos.

A justiça do Peru enviou a julgamento o candidato de esquerda à Presidência, Roberto Sánchez Palomino, por suposta declaração falsa de financiamento de partido ocorrida há cerca de seis anos. A decisão foi tomada na sexta-feira, dois dias antes do segundo turno. Sánchez disputa a eleição contra Keiko Fujimori, da direita.

O Ministério Público pediu pena de cinco anos e quatro meses de prisão. A acusação aponta inconsistências nos informes financeiros do partido Juntos pelo Peru, referente a campanhas entre 2018 e 2020. Alega-se aporte não declarado de mais de 57 mil dólares para atividades partidárias.

A audiência ocorreu de forma virtual, com o juiz Adolfo Farfán declarando o mérito para o julgamento oral contra Sánchez. A defesa informou que irá apelar no prazo de uma semana. A decisão não adianta o resultado da votação, aberta a recurso.

Sánchez, congressista e ex-ministro, tem 57 anos e ascendência política construída na região rural. Ele já havia dito que o caso foi arquivado em 2025 por falta de provas, segundo a defesa. O candidato sustenta que houve uma tentativa de deslegitimá-lo politicamente.

Nesta campanha, Sánchez enfatiza diálogo e estabilidade, distanciando-se de propostas radicais. Em entrevista à AFP, ele afirmou buscar relações respeitosas com os Estados Unidos e mencionou a importância de uma boa vizinhança com o governo norte-americano.

Ainda que o julgamento ocorra antes do pleito, o voto não é afetado pela ordem judicial, pois cabe recurso. A etapa decisiva da disputa está marcada para domingo, em que Sánchez enfrenta Fujimori em segundo turno acirrado. Ambos registram posições opostas sobre governança e combate à violência.

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