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Farmacêuticas pressionam crédito de até R$ 15 bi para o setor produtivo

Farmacêuticas pressionam Congresso pela aprovação de linhas de crédito de até R$ 15 bilhões; MP pode caducar em julho, impactando seguridade sanitária e indústria nacional

Plano Brasil Soberano foi lançado pelo governo para fortalecer indústria nacional
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  • A Medida Provisória que tramita no Congresso prevê linhas de crédito de até R$ 15 bilhões para o setor produtivo e faz parte do Plano Brasil Soberano; a proposta caduca em julho.
  • O Grupo FarmaBrasil afirma que a MP é estratégica para fortalecer a indústria farmacêutica, reduzir vulnerabilidades e ampliar a capacidade produtiva nacional.
  • A associação aponta que cerca de 80% dos insumos farmacêuticos ativos usados no Brasil são importados, principalmente da Ásia.
  • A não aprovação da MP pode gerar insegurança jurídica e perda de competitividade em um cenário de reequilíbrios geopolíticos e proteção de cadeias produtivas.
  • O presidente-executivo Reginaldo Arcuri disse que há diálogo com parlamentares, mas o avanço está travado pela fila de MPs e pela prioridade dada a outras pautas no Congresso.

O Grupo FarmaBrasil pressiona pela aprovação no Congresso de uma Medida Provisória que prevê linhas de crédito de até R$ 15 bilhões para o setor produtivo nacional. A MP faz parte do Plano Brasil Soberano e caduca em julho.

Segundo a associação, a manutenção do programa é estratégica para fortalecer a indústria farmacêutica, reduzir vulnerabilidades e ampliar a capacidade produtiva, diante de instabilidade geopolítica e disputas comerciais.

Atualmente, cerca de 80% dos insumos farmacêuticos ativos usados no Brasil são importados, principalmente da Ásia, segundo o grupo. A não aprovação pode gerar insegurança jurídica e perder competitividade.

Aplanos de diálogo com parlamentares ocorrem, mas as negociações estão represadas pelo ritmo do Congresso. Há acúmulo de MPs aguardando instalação de comissões mistas, o que atrasou as discussões.

Há também competição com pautas recentes de maior prioridade política, incluindo a discussão sobre a reforma da previdência de algumas propostas setoriais. Mesmo assim, representantes enxergam importância econômica.

Para Reginaldo Arcuri, presidente-executivo do FarmaBrasil, o Plano Brasil Soberano não é apenas econômico, mas também sanitário e estratégico para reduzir vulnerabilidades externas, segundo o grupo.

Segundo ele, o clima atual aponta mais dificuldades de andamento por concorrência de pauta do que resistência à MP, mas é preciso avançar para destravar investimentos e fortalecer a indústria nacional.

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