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Fundo eleitoral do PL supera orçamento de 96% das cidades

Fundo Eleitoral do PL fica acima do orçamento de 96% das cidades, com R$ 881,7 milhões; PT recebe R$ 615,4 milhões

Na imagem, trecho de infográfico mostra o tamanho do Fundo Eleitoral na comparação com o Orçamento das cidades
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  • O Fundo Especial de Financiamento de Campanha destina ao Partido Liberal (Fundão) R$ 881,7 milhões, maior que o orçamento inteiro de 96% das cidades brasileiras, com base em dados de 2025 de 5.312 municípios.
  • O PT terá R$ 615,4 milhões, a segunda maior fatia do fundo.
  • O União Brasil ficará com R$ 526,2 milhões.
  • O total do Fundo é de R$ 4,9 bilhões; a distribuição segue critérios da Lei das Eleições: 2% igual entre partidos, 35% pelos votos, 48% pelo número de representantes na Câmara, e 15% pela representação no Senado.
  • Entre as cidades, apenas 196 têm orçamento maior que R$ 1 bilhão; 5.116 declararam contas em 2025 e 257 não enviaram dados.

O fundo eleitoral destinado a campanhas ganhou grande destaque com a divulgação de dados oficiais. Segundo levantamento do Poder360, com base em informações de 5.312 municípios que enviaram orçamentos de 2025 ao Tesouro, o montante do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) é maior que o orçamento inteiro de 96% das cidades pesquisadas. O cálculo considera a regra vigente na Lei das Eleições.

De acordo com o estudo, o Partido Liberal (PL) recebe a maior fatia: R$ 881,7 milhões para impulsionar candidatos. O PT fica em segundo lugar, com R$ 615,4 milhões, dinheiro que supera o orçamento de 94% das cidades listadas no levantamento. União Brasil fica em terceiro, com R$ 526,2 milhões, equivalente ao orçamento de mais de 92% dos municípios.

O FEFC é repassado aos partidos apenas em anos de eleição. O mecanismo foi criado em 2017, após decisão do STF de impedir financiamento privado de campanhas. A distribuição obedece à Lei das Eleições e a critérios fixados pela Justiça Eleitoral.

De acordo com a distribuição oficial, 2% do total é dividido entre todos os partidos com estatuto registrado no TSE. Outros 35% dependem dos votos obtidos na última eleição geral para a Câmara. 48% consideram o número de representantes na Câmara, e 15% levam em conta a representação no Senado.

O levantamento também aponta que, no Brasil, apenas 196 cidades têm orçamento superior a R$ 1 bilhão. As 5.116 que declararam gastos em 2025 tiveram valores menores. Outros 257 municípios não enviaram dados e ficaram de fora do estudo.

Distribuição do dinheiro

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou na quarta-feira, 3 de junho de 2026, como ficará a divisão total de R$ 4,9 bilhões do FEFC. O detalhamento segue os critérios legais, com impactos diferentes para cada legenda.

O estudo ressalta que o fim da influência de recursos de empresas privadas continua sendo um pilar da legislação eleitoral brasileira. A distribuição visa, segundo o TSE, ampliar a competitividade entre candidaturas, respeitando as regras vigentes.

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